EUA retomam ataques ao Irã após morte de militares norte-americanos na Jordânia
Ofensiva foi ordenada por Donald Trump, segundo as forças armadas dos EUA; escalada amplia tensão no Estreito de Ormuz
Internacional|Da Reuters
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Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã neste sábado (18), informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM), após a confirmação que dois militares norte-americanos foram mortos e outro estava desaparecido em consequência de um ataque iraniano na Jordânia.
Antes dos ataques realizados no sábado, o líder supremo do Irã afirmou que Washington pagaria por “buscar intensificar o conflito”.
O Comando Central declarou, em comunicado, que os ataques aéreos começaram às 19h (de Brasília), por ordem do presidente Donald Trump.
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“Os ataques têm como objetivo reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada”, afirmou o comunicado, sem fornecer mais detalhes.
A agência de notícias iraniana Mehr informou que os EUA realizaram um ataque próximo à cidade de Sirik, no sul do Irã, acrescentando que não foram registradas vítimas nem danos à infraestrutura.
Mortes na Jordânia
Os Estados Unidos confirmaram neste sábado a morte de dois militares e o desaparecimento de um terceiro integrante das forças norte-americanas após um ataque iraniano na Jordânia.
Os EUA e o Irã intensificaram os ataques desde que um acordo de cessar-fogo provisório, assinado há um mês, foi rompido na semana passada, aumentando a possibilidade de um retorno à guerra total.
O Comando Central dos EUA informou que as mortes dos dois militares norte-americanos ocorreram na sexta-feira. Segundo o comando, um terceiro militar está desaparecido.
O Irã, em resposta neste sábado aos ataques dos EUA a pontes, instalações de energia e outras infraestruturas, pareceu ter como alvo a Arábia Saudita, bem como outros aliados dos EUA no Golfo Pérsico e a Jordânia.
Em uma declaração por escrito divulgada nas contas oficiais nas redes sociais do líder supremo do Irã e pela mídia estatal iraniana, Mojtaba Khamenei afirmou que as repetidas violações do acordo provisório por parte dos EUA demonstraram que a assinatura do presidente Donald Trump é “totalmente sem valor e desprovida de credibilidade”.
“Agora que o inimigo norte-americano busca intensificar o conflito, incorrendo assim em custos ainda mais pesados e em maior humilhação, ele deve saber que a nobre nação do Irã e a Frente de Resistência têm lições inesquecíveis reservadas para ele”, disse a declaração. O paradeiro de Khamenei continua sendo um mistério.
O conflito, que teve início quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no final de fevereiro buscando neutralizar seu programa de mísseis e seus aliados regionais, levou a grandes interrupções no abastecimento de energia, temores quanto à inflação global e uma batalha pelo controle do Estreito de Ormuz.
Ataques
O Kuwait sofreu ataques contínuos neste sábado, com as forças armadas dizendo ter interceptado mísseis balísticos e drones iranianos, e que vários bombeiros e trabalhadores do setor petrolífero ficaram feridos ao responder aos ataques.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan, no Kuwait, e destruído uma instalação de radar na Base Aérea Ali Al Salem.
A Kuweit Petroleum Corporation informou posteriormente que uma de suas instalações petrolíferas foi atingida em “ataques iranianos repetidos”, causando danos significativos e alguns feridos, segundo a agência de notícias estatal.
Além de atingir o Kuwait, a Guarda Revolucionária teve como alvo um local no Bahrein onde aeronaves de combate dos EUA estavam reunidas na Base Aérea Sheikh Isa e um centro de dados de inteligência, informou a mídia iraniana.
A Guarda Revolucionária também destruiu pelo menos dois caças norte-americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones no sábado contra a base norte-americana em Al Azraq, na Jordânia, segundo a TV estatal iraniana.
A Reuters não conseguiu verificar essas informações de forma independente.










