EUA se aproximam da Rússia para afastá-la da China; veja análise
Putin foi convidado pelos Estados Unidos a comparecer à reunião do G20 em Miami, agendada para 20 de dezembro
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em meio à guerra na Ucrânia, o presidente Vladimir Putin foi convidado pelos Estados Unidos a comparecer à reunião do G20 em Miami, agendada para 20 de dezembro. Caso o pedido seja aceito, uma possível cúpula entre Putin e Trump pode ocorrer. No momento, o Kremlin não confirmou a participação do líder russo.
O premiê polonês, Donald Tusk, afirmou que a proposta pode encorajar Moscou a continuar as agressões. Na análise do especialista em segurança e estratégia Ricardo Cabral, o convite é uma forma de os Estados Unidos estreitarem as relações com a potência, à medida que o governo norte-americano se prepara para os próprios planos pós-guerra.
“Acordos comerciais entre russos e americanos sobre terras raras e a entrada da indústria americana na Rússia, coisa que os europeus estão dificultando”, exemplificou no Conexão Record News desta quinta-feira (24). Os norte-americanos teriam então deixado de lado o fim do conflito e colocado como objetivo central o afastamento entre a Rússia e a China.
“Para os americanos, nesse momento, é interessante trazer a Rússia para o seu lado. [....] A guerra da Ucrânia é um grande empecilho para esse objetivo [...] e os europeus estão insistindo em uma guerra em que eles gastam bilhões de euros. [...] Muito dificilmente um país com 6 mil ogivas nucleares vai perder uma guerra para um país que não tem ogiva nenhuma”, ponderou o estrategista.
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