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EUA têm indícios de que China prepara envio de armas ao Irã, diz TV americana

País persa estaria usando o cessar-fogo para reabastecer sistemas de armas com a ajuda de aliados

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China está se preparando para enviar sistemas de defesa aérea ao Irã em breve, segundo fontes na inteligência dos EUA ouvidas pela 'CNN'.
  • Ainda de acordo com a emissora, empresas chinesas continuam a fornecer tecnologia ao Irã para produção e aprimoramento de armas durante o cessar-fogo.
  • Pequim busca se posicionar como uma parceira do Irã, evitando um envolvimento direto no conflito com os EUA e Israel.
  • Negociações entre autoridades dos EUA e iranianas estão em andamento, com discussões sobre um cessar-fogo e liberação de ativos iranianos bloqueados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump, devem se encontrar na China em maio Reprodução/YouTube/Record

A China está se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas. A informação é da emissora americana CNN, que cita fontes na inteligência dos Estados Unidos.

O país persa também estaria usando o cessar-fogo de 15 dias estabelecido com o governo americano para reabastecer sistemas de armas com a ajuda de aliados. Segundo o canal, Pequim se organiza para transferir sistemas de mísseis antiaéreos portáteis, conhecidos como MANPADS.


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Os sistemas, por sua vez, representaram uma ameaça para aeronaves militares americanas que voaram em baixa altitude durante o período anterior ao cessar-fogo. Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington negou a informação à CNN, alegando que “a China nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito."

Ainda de acordo com fontes ouvidas pelo canal, empresas chinesas seguiram vendendo ao Irã tecnologia para manter a produção de armas e aprimorar seus sistemas de navegação.


China busca manter posição neutra na guerra

Fontes ouvidas pela CNN apontam que Pequim não vê ganho estratégico em se envolver abertamente no conflito para defender o Irã dos Estados Unidos e Israel. Em vez disso, busca se posicionar como um parceiro constante de Teerã, do qual depende fortemente para o fornecimento de petróleo, enquanto mantém uma postura neutra.

Ainda segundo as pessoas consultadas, as autoridades chinesas também podem argumentar futuramente que os sistemas de defesa aérea fornecidos ao Irã têm caráter defensivo, e não ofensivo, numa tentativa de diferenciar seu apoio do oferecido pela Rússia, que tem auxiliado o regime iraniano com o compartilhamento de informações de inteligência.


Autoridades dos EUA e do Irã se encontram para negociações

O vice-presidente americano, J.D Vance, chegou à capital do Paquistão, Islamabad, para uma nova rodada de negociações com autoridades iranianas sobre a guerra. Ele está à frente de uma delegação que inclui o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do mandatário, Jared Kushner. O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão divulgou que o chanceler Ishaq Dar; o chefe do Exército, Asim Munir; e o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, receberam Vance.

Por meio de nota, o ministério informou que Dar elogiou o compromisso dos EUA com paz e estabilidade duradouras. Além disso, afirmou esperar que as partes “se engajem construtivamente”. A delegação iraniana, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, chegou ao Paquistão na noite de sexta-feira (10).


Antes de embarcar, Vance advertiu o Irã a não brincar com os EUA. Horas depois, Qalibaf afirmou que as discussões só ocorreriam se houver um cessar-fogo israelense no Líbano e a liberação de ativos iranianos bloqueados. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país entra nas conversas com “profunda descrença” e advertiu que reagirá se for atacado.

Autoridades regionais disseram, sob anonimato, que representantes do Egito, Arábia Saudita, China e Catar estão em Islamabad para facilitar indiretamente as conversas.

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