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Ex-agente do FBI é condenado a 3 anos de prisão por vazar informações para jornalistas

Donald Sachtleben se declarou culpado da acusação de revelação 

Internacional|Do R7

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Um ex-agente do FBI foi condenado nesta quinta-feira (15) a três anos de prisão por ser a fonte dos vazamentos feitos para a agência de notícias "Associated Press (AP)" sobre o desmantelamento de um plano terrorista da Al Qaeda em 2012.

Donald Sachtleben se declarou culpado da acusação de revelação e de posse de informação classificada diante do juiz de distrito William T. Lawrence em Indianápolis. "Claramente, traiu seu país", disse o juiz Lawrence ao ditar a sentença. Sachtleben, de 55 anos e com residência em Indiana, tinha trabalhado como especialista de explosivos do FBI durante mais de 25 anos.


"Não sinto uma sensação de alívio. É uma sensação de arrependimento", disse Sachtleben ao jornal "Indianapolis Star". De acordo com os documentos judiciais, Sachtleben trocou várias mensagens de texto com um jornalista da "AP" entre abril e maio de 2012, antes de revelar a informação sobre como os EUA tinham frustrado um complô da rede terrorista Al Qaeda no Iêmen que pretendia atentar contra um avião que teria como destino os Estados Unidos.

O caso dos vazamentos gerou grande polêmica em nível nacional quando foi revelada em maio deste ano a capacidade do governo americano para espionar a imprensa e que as autoridades tinham monitorado secretamente mais de 20 linhas telefônicas da agência de notícias em vários escritórios.


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Na época, o secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, garantiu que o vazamento para a agência "AP", que motivou o registro secreto de conversas telefônicas por parte de seu departamento, foi "um dos mais sérios" que tinha visto em sua carreira.

Além disso, o ex-agente do FBI foi sentenciado a oito anos de prisão em outro caso distinto sobre a posse de pornografia infantil. As autoridades estavam investigando o caso dos vazamentos, quando se deram conta que os dados dos telefonemas coincidiam com os do ex-agente do FBI detido previamente por pornografia infantil. EFE afs/rpr

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