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Ex-magnata do petróleo russo apresenta pedido de residência fixo na Suíça

Internacional|Do R7

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Genebra, 10 mar (EFE).- O ex-magnata russo do petróleo Mikhail Khodorkovski apresentou um pedido para residir permanentemente na Suíça, segundo confirmou nesta segunda-feira à Agência Efe seu porta-voz, Werner Schieppi. "O senhor Khodorkovski quer ficar na Suíça. Sabemos que seu pedido está sendo estudado neste momento", disse Schieppi, acrescentando que a solicitação vale também para sua família. O porta-voz, de nacionalidade suíça, não informou quando e onde o pedido foi apresentando, pois segundo ele "qualquer comentário pode perturbar o processo". Khodorkovski, que foi há uma década o homem mais rico da Rússia, deixou no final de dezembro a prisão russa onde permaneceu detido por mais de uma década após ser anistiado pelo presidente russo, Vladimir Putin, graças à mediação da diplomacia alemã. O ex-magnata abandonou imediatamente Rússia em um avião rumo à Alemanha, onde se reuniu com sua família antes de viajar duas semanas mais tarde para a Suíça. No final do ano passado, a Confederação Helvética concedeu um visto de três meses a Khodorkovski, e no início de janeiro ele saiu de trem de Berlim para a cidade suíça de Basileia. Schieppi afirmou que as autoridades suíças não deram uma estimativa de quando responderam o pedido e disse que trata-se de um "caso muito especial", que pode levar mais tempo do que o habitual. O porta-voz esclareceu que, ao contrário do que se publicou, a esposa de Khodorkovski não vive na Suíça, por isso que a solicitação de residência se estende para toda sua família. Schieppi explicou que tanto Khodorkovski como sua esposa visitam com frequência o país pois "há muitos anos" dois de seus filhos estudam em um internado local. Atualmente, o ex-empresário se encontra na Ucrânia, onde ontem discursou para milhares de manifestantes no Maidan (Praça da Independência) de Kiev, e hoje participou de um ato em uma universidade. Khodorkovski foi preso em 2003 acusado de fraude e evasão fiscal, embora muitos o vissem como uma vítima política do presidente russo, Vladimir Putin, após ter denunciado que seu governo era corrupto e ter financiado partidos da oposição. EFE mh/dk

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