Ex-primeiro-ministro tailandês é acusado pela morte de manifestantes em 2010
Internacional|Do R7
Bangcoc, 12 (EFE).- A procuradoria da Tailândia acusou nesta quinta-feira, formalmente, o ex-primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva por sua responsabilidade na morte de manifestantes durante a represssão dos protestos antigovernamentais dos "camisas vermelhas" em 2010. O procurador acusou Abhisit pela morte de dois manifestantes, porque seu Governo autorizou o Exército a usar munição real para dissolver os protestos. O procurador também impôs ao atual líder do opositor Partido Democrata uma fiança de 600 mil bats (US$ 18,7 mil) e a proibição de abandonar o país, segundo o grupo de comunicação "MCOT". Após a decisão do procurador, Abhisit evitou fazer declarações à imprensa e abandonou o tribunal por uma porta traseira, onde pouco antes tinha sido recebido com gritos de "assassino" por um grupo de "camisas vermelhas". No comparecimento perante a Corte Criminal também foi citado o ex-vice-primeiro-ministro e responsável do esquema de segurança contra os protestos três anos, Suthep Thaugsuban, que agora lidera as manifestações contra o atual Governo. Suthep, contra quem pesam duas ordens de detenção por instigar a ocupação de edifícios governamentais nestes protestos, pediu adiamento de seu comparecimento. "Agora tenho outros compromissos", disse, segundo o jornal "The Nation". Os protestos de 2010 foram convocados pela Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, cujos seguidores são conhecidos como os "camisas vermelhas", partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, afastado do poder por um golpe militar em 2006. Durante os mais de dois meses de protestos destinados a pressionar o Governo para que convoque eleições antecipadas morreram 92 pessoas, incluindo vários agentes da ordem, e ficaram feridas outras 1.800. Thaksin, exilado em Dubai, é irmão da atual primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, que chegou ao cargo após ganhar as eleições em 2011. Por causa dos últimos protestos, Yingluck anunciou na segunda-feira a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições que acontecerão em 2 de fevereiro. EFE jcp/ff (foto)










