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Exército australiano se desculpa por ter causado incêndio que já matou duas pessoas

Chamas foram causadas por explosivos usados durante um treinamento militar

Internacional|Do R7

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Imagem de satélite mostra focos de incêndio próximos de Sydney
Imagem de satélite mostra focos de incêndio próximos de Sydney

As Forças Armadas da Austrália emitiram nesta quinta-feira (24) um pedido público de desculpas por ter causado um incêndio de grandes proporções no leste do país, o qual, depois de oito dias ativo, já provocou a morte de duas pessoas e destruiu 47 mil hectares de terreno somente em State Mine.

Segundo a rádio ABC, o pedido de desculpas citado foi feito pelo chefe interino das Forças Armadas da Austrália, Mark Binskin, quem explicou que o incêndio State Mine foi causado por explosivos usados na realização de exercícios militares.


Binskin explicou que o Exército está trabalhando "com muita seriedade no assunto e não fugirá de suas responsabilidades", ressaltando que dará toda colaboração necessária "à investigação realizada pela Polícia de Nova Gales do Sul".

No entanto, o chefe interino se negou a falar de possíveis compensações até o término das investigações e a definição dos responsáveis.


Para não criar mais polêmicas em torno do assunto, o comissário do Serviço Rural de Bombeiros, Shane Fitzsimmons, disse que o incêndio não foi proposital e que se tratou de um acidente.

O Ministério da Defesa, por outro lado, abriu sua própria investigação para apurar as causas do acidente que, segundo o prefeito da cidade de Blue Mountains, Mark Greenhill, já teria afetado quase 80 mil moradores.


Mais de 3.000 bombeiros e 367 caminhões cisternas tentam contornar as dezenas de focos de incêndio que ardem ao norte, oeste e sul de Sydney, cujo número varia a cada jornada.

Pelo menos duas pessoas morreram e 120 mil hectares foram arrasadas até o momento ou estão em chamas em Nova Gales do Sul, onde as autoridades declararam estado de emergência no último domingo.


A primeira vítima foi registrada na última semana em Mountain Blue, onde um morador morreu de infarto ao tentar proteger sua casa das chamas.

Já a segunda ocorreu nesta quinta-feira (24), após a queda de pequeno avião que lançava água sobre as chamas em Wirriting Ridge, a cerca de 220 km ao sul de Sydney.

O superintendente Joe Cassar, responsável pela área de Shoalhaven, indicou à imprensa que, após várias tentativas, um helicóptero conseguiu levar uma equipe à região do acidente para confirmar a morte do piloto, um australiano de 43 anos e pai de três filhos.

"É muito perigoso enviar a alguém ali para trazer o [corpo do] piloto. (...) Em breve, quando as condições melhorarem, nos encarregaremos de buscá-lo", acrescentou Cassar em declarações ao jornal local NineNews.

Nesta quinta-feira, as condições climáticas se mostraram favoráveis para os trabalhos dos bombeiros depois da dura jornada de ontem, na qual tiveram que suportar temperaturas de mais de 30°C e ventos de até 100 km/h.

No entanto, o Serviço Rural de Bombeiros emitiu hoje alertas de emergência máxima pelos incêndios de State Mine e Mount Victoria, ambos em Blue Mountains, uma zona natural muito visitada pelos turistas e situada ao oeste de Sydney, a região mais castigada pelos incêndios.

O comissário do Serviço Rural de Bombeiros, Shane Fitzsimmons, indicou que a frente de State Mine avança em direção à cidade de Mount Wilson e, por isso, se transformou em uma ameaça para as comunidades de Tomah e Berambing.

"Os habitantes de Mount Wilson e Mount Irvine devem se refugiar caso o fogo se aproxime. É muito tarde para sair porque as chamas cortaram as estradas e se encontram em ambos os lados da pista", assinalou Fitzsimmons, segundo a rádio ABC.

Por causa do avanço das chamas, os moradores de Mount Tomah e Berambing também receberam a recomendação de deixar a área e buscar refugio no povoado de Bilpin.

Bombeiros e voluntários também lutam contra o incêndio em Gateshead, a cerca de 140 km ao norte de Sydney, onde o alerta máximo também foi emitido.

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