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Exército colombiano denuncia que Farc destruíram creche para 60 crianças

Internacional|Do R7

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Bogotá, 2 fev (EFE).- Uma creche, que tinha capacidade de acolher até 60 crianças e era equipada com duas salas de aula, construída com o apoio dos Estados Unidos, foi destruída em um ataque perpetrado pelas Farc no sul da Colômbia, denunciou neste sábado o Exército. O fato foi registrado na sexta-feira, na vila de San Vicente del Caguán, departamento de Caqueta, segundo o comunicado emitido pelas Forças Militares da Colômbia. A ação foi atribuída às Farc em retaliação pelos golpes das forças de segurança do Estado à coluna móvel "Teófilo Forero". O documento classifica a ação guerrilheira de "ato insano e atroz". O informe também detalha que a construção tinha capacidade para abrigar cerca de 60 crianças "que moram em zonas afastadas" e foi atacada "mediante o emprego de cargas explosivas de alto poder destrutivo". Além disso, o comunicado acrescenta que a obra foi "construída pelas forças militares com o apoio da embaixada americana e o governo do Caquetá" e que entrou em serviço em junho de 2011 "com o propósito de melhorar as condições educativas dos menores que habitam nesta zona". O Comando da Nona Brigada do Exército, com jurisdição na zona, denunciou o ato perante o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Esta ação das Farc acontece em uma semana na qual o conflito armado interno piorou por ações rebeldes que incluem sequestros e atentados contra membros da Polícia e do Exército em vários lugares do país, que deixaram três agentes mortos. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram neste sábado que libertarão, em data por definir, os policiais Cristian Camilo Iate e Víctor González, em poder da guerrilha desde 25 de janeiro. Como em algumas ocasiões anteriores, as Farc pediram a intermediação do coletivo Colombianas e Colombianos pela Paz e o acompanhamento do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). No meio destas ações, os diálogos de paz em Havana seguem seu curso com fortes declarações do Governo Colombiano e também dos rebeldes que insistem em uma trégua bilateral e reivindicam o que eles chamam direito a seguir "fazendo prisioneiros de guerra" e que o Governo assinala que não são mais que sequestros. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, indicou que as Farc estão equivocadas ao considerarem que podem pressionar o governo com os sequestros para conseguir uma trégua bilateral no meio dos diálogos de paz, já que esta só se dará quando um acordo for alcançado. EFE ocm/ff

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