Exército egípcio vai se reunir com políticos para elaborar roteiro para crise
Internacional|Do R7
Cairo, 3 jul (EFE).- O exército do Egito prevê uma reunião com figuras políticas de destaque para elaborar o futuro roteiro que pretende seguir, caso o ultimato vença hoje sem uma solução para a crise, informaram nesta quarta-feira à Agência Efe fontes militares. As fontes, que pediram o anonimato, explicaram que ainda não há um plano definitivo e que as Forças Armadas farão as consultas necessárias antes de anunciarem qualquer medida. Além disso, espera-se que o ultimato de 48 horas dado ao presidente e ao restante das forças políticas para um acordo vença hoje às 15h locais (10h de Brasília) e que a partir desse momento o chefe das Forças Armadas, Abdel Fatah al Sisi, ofereça um discurso. O exército egípcio ameaçou na última segunda-feira impor um roteiro próprio para sair da crise se as forças políticas "não atenderem as reivindicações do povo", uma referência indireta aos grandes protestos que desde o domingo reivindicam a renúncia de Mursi e a antecipação das eleições presidenciais. As fontes consultadas desmentiram a informação publicada hoje pelo jornal oficial "Al-Ahram", que afirmou que caso Mursi não renuncie nas próximas horas, os militares vão aplicar um plano que incluiria a cassação do islamita, a invalidação da Constituição, a formação de um governo provisório e a realização de eleições presidenciais e legislativas, entre outros pontos. Fontes de segurança disseram à Efe que o Ministério do Interior ordenou a prisão de alguns dirigentes islamitas, entre eles o xeque salafista Hazem Abu Ismail e o membro da Irmandade Muçulmana Mohammed el Beltagui, acusados de incitação da violência e de insuflarem um conflito sectário no país. Em mensagem à nação ontem à noite, o presidente egípcio defendeu sua legitimidade democrática e pediu às Forças Armadas que retirem o ultimato. Mursi pediu aos egípcios que se afastassem dos remanescentes do anterior regime de Hosni Mubarak para evitar o derramamento de sangue entre eles e que está disposto a dar sua vida pelo país. Seguindo essa retórica, o chefe das Forças Armadas egípcias afirmou através de uma mensagem em uma página semioficial no Facebook que para os militares "é mais honroso morrer do que ver o povo egípcio aterrorizado e ameaçado". EFE hh-bds/rpr










