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Falta de refinaria paralisa projeto de petróleo no Afeganistão

Internacional|Do R7

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CABUL, 18 Ago (Reuters) - Um projeto de petróleo no Afeganistão foi paralisado, e boa parte dos empregados chineses deixou o local menos de um ano depois de a produção ter começado, porque ainda não há um acordo que possibilite refinar o óleo, disseram um funcionário do empreendimento e um representante do governo neste domingo.

O empreendimento entre a Corporação Nacional de Petróleo da China e a sua parceira afegã, a Watan Óleo e Gás, começou a operar na região de Amu Darya em outubro, criando um necessário clima de confiança para investidores interessados na vasta riqueza mineral do país.


No entanto, o local e os equipamentos foram agora trancados, e cerca de 16 trabalhadores chineses partiram, segundo declarou um empregado do projeto sob condição de anonimato.

A saída do pessoal é uma medida temporária para economizar dinheiro, de acordo com Jalil Jumriany, diretor de políticas do Ministério da Mineração, em Cabul. Ele afirmou que um acordo para refinar o petróleo na região de fronteira com o Uzbesquistão está sendo negociado.


"Estamos esperando um acordo com o governo do Uzbesquistão", declarou ele, que se disse confiante no acordo.

A corporação chinesa declarou não saber sobre problemas ou atrasos no projeto, quando indagados sobre o tema na semana passada.


O Afeganistão não tem a capacidade para refinar o petróleo. Até que uma usina para esse fim seja construída, o país vai depender de acordos com os seus vizinhos.

O projeto conjunto entre chineses e afegãos, lançado em dezembro de 2011, foi o primeiro acordo internacional para a produção de petróleo firmado pelo Afeganistão em décadas. A estimativa era que ele iria render ao país bilhões de dólares.

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