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Farc preparam libertação de dois policiais e um soldado na Colômbia

Internacional|Do R7

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A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que está em negociações de paz com o governo colombiano, anunciou que libertará dois agentes da polícia e um soldado, em seu poder há uma semana, segundo comunicado publicado este sábado em sua página na internet.

"Estão em boas condições e recebendo tratamento respeitoso e digno. Procederemos a fazer os trâmites do caso para libertá-los", anunciou o secretariado (máxima instância) das Farc no site www.farc-ep.co.


No texto, a guerrilha confirmou que os agentes da polícia Cristian Camilo Yate Sáunchez e Víctor Alfonso Gonzáles Ramírez foram capturados em 25 de janeiro na região do Valle do Cauca (sudoeste).

Além disso, destacou que na terça-feira, em meio a combates na região de Policarpa (estado de Nariño, sul) foi capturado um soldado raso, o qual também está disposta a entregar junto com os policiais a uma delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e à ONG Colombianos e Colombianas pela Paz.


Tanto o CICV quanto a ONG colombiana confirmaram neste sábado a disposição de participar da operação de libertação.

"O CICV está disposto a contribuir na gestão para a libertação dos dois policiais e do soldado. Agora estamos em comunicação com as partes envolvidas para facilitar esta libertação com a maior rapidez", disse à AFP Maria Cristina Rivera, porta-voz do CICV.


O sequestro dos dois policiais havia sido duramente criticada por Humberto de la Calle, principal delegado do governo nos diálogos de paz celebrados em Cuba, logo antes de ter início, nesta semana, uma nova rodada de negociações que devem se estender até o próximo 10 de fevereiro.

Neste momento, a delegação guerrilheira para o diálogo reivindicou a tomada como "prisioneiros de guerra" de policiais e militares que se renderem em combate.


O presidente Juan Manuel Santos, que decidiu levar adiante o processo de paz sem um cessar-fogo bilateral, também tinha advertido à guerrilha sobre sua resolução de "terminar esta guerra por bem ou por mal".

"Se as Farc acreditam que através de sequestros vão tentar pressionar o governo para o que eles aspiram, que é um cessar-fogo, se enganam. Ao contrário. É isto que nos estimula a sermos cada vez mais contundentes", afirmou o presidente.

Segundo a guerrilha, os agentes da polícia foram capturados quando "estavam em trabalhos de inteligência destinadas a atingir nossas unidades guerrilheiras".

O processo de paz entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, comunistas) e o governo Santos se realiza em uma mesa de diálogos em Havana desde novembro passado, com o acompanhamento internacional de Cuba, Suécia, Venezuela e Chile.

Como gesto de boa vontade, as Farc decretaram uma trégua unilateral de dois meses, entre 20 de novembro e 20 de janeiro passados.

Mas ao fim desta trégua, os confrontos se intensificaram, com um balanço de quatro soldados, três policiais e cinco guerrilheiros mortos na última semana, o que também criou crescentes tensões em torno da mesa de negociações.

Neste sábado, o governo exigiu das Farc respeito ao ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), depois que a guerrilha o acusou, em Havana, de "crimes contra a humanidade" pelo escândalo dos "falsos positivos", como ficaram conhecidas as execuções de centenas de civis que depois foram apresentados como guerrilheiros mortos em combate.

"O governo considera que na mesa de diálogos se trabalha para conseguir por um fim ao conflito. Declarações como a citada em nada contribuem para esta finalidade", reagiu a Presidência em um comunicado.

Em fevereiro de 2012, as Farc anunciaram que suspenderiam o sequestro de civis e semanas depois libertaram unilateralmente os últimos dez policiais e militares que mantinham em seu poder.

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