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FBI publica fotos e vídeos de 2 suspeitos dos atentados de Boston

Internacional|Do R7

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Jairo Mejía. Boston (EUA), 18 abr (EFE).- O FBI (Polícia Federal americana) publicou nesta quinta-feira, três dias depois dos atentados durante a maratona de Boston (Massachusetts), as fotos e vídeos de dois suspeitos de colocar as bombas e pediu a colaboração dos cidadãos para capturá-los. Em uma entrevista coletiva que tinha levantado uma grande expectativa e diante do olhar impaciente de jornalistas de todo o mundo, o agente especial encarregado desta investigação, Richard DesLauriers, revelou uma série de fotos de dois suspeitos, dois homens jovens, que cobrem a cabeça com bonés minutos antes do atentado. "Alguém lá fora conhece estes indivíduos como amigos, vizinhos, companheiros de trabalho ou membros de sua família... O país conta com vocês para que nos entreguem eles", disse o agente que remeteu à página "www.fbi.gov" para ver as imagens e a um número de telefone para comunicar o contato. O atentado do dia 15 de abril aconteceu a umas quatro horas de iniciada a maratona, dez minutos antes das três da tarde, hora local, com duas detonações quase simultâneas separadas por cerca de 150 metros que causaram a morte de duas mulheres e uma criança de oito anos e deixaram 176 feridos. O primeiro suspeito mostrado hoje, de pele morena, usa um boné e roupa preta, cobre os olhos com óculos de sol e leva uma grande mochila nas costas, supostamente carregada com uma das panelas de pressão cheias de estilhaços que foram depositadas perto da linha de chegada. O suspeito número dois, como é chamado por enquanto pelo FBI, é um jovem de raça branca, com um boné claro que nas fotos usa ao contrário, o que permite reconhecer melhor sua fisionomia. Segundo DesLauriers, este último indivíduo é o único que se vê colocar a mochila no lugar da segunda explosão, em frente a um restaurante e mais longe da linha de chegada. Em uma breve e acidentada entrevista coletiva as autoridades federais pediram aos que estiveram na segunda-feira em frente a esse restaurante da rua Boylston que entrem em contato com o FBI se já não o fizeram. DesLauriers também enfatizou várias vezes que "estas fotos são as únicas que o público deve ver (...), pois outras não são confiáveis e desviam inutilmente a atenção na direção equivocada", advertiu. Além disso, ele reiterou que os atrasos em dar informação mais concreta, como o que aconteceu na quarta-feira, se devem a que estão procedendo de "maneira pontual" e que há um dia se passou de ter uma primeira "pessoa de interesse" para "dois suspeitos". A entrevista coletiva foi interrompida por um homem branco que disse falar em nome dos movimentos "de patriotas e defensores da Segunda Emenda", que protege o direito de portar armas e a formação de milícias armadas. O homem levava outras fotos de homens com mochilas e assegurava que o Governo está por trás de uma conspiração para "desacreditar os movimentos patriotas", e acusar milícias irregulares e outros movimentos antigoverno federal do atentado. Pouco antes, em um culto na catedral católica da cidade de Boston, o presidente dos EUA, Barack Obama, se dirigiu diretamente aos autores do ataque para assegurar-lhes: "Vamos encontrá-los e se verão com a justiça". A catedral, com capacidade para cerca de 2.000 pessoas e abarrotada de autoridades, policiais, membros das equipes de emergência e cidadãos, ovacionou e se emocionou com o presidente quando afirmou: "Boston, você vai voltar a correr, vai voltar a correr". A cerimônia começou com as orações de membros das confissões presbiteriana, evangélica, ortodoxa, judia, católica e muçulmana, que concordaram no exemplo de solidariedade, caridade e amor que a cidade demonstrou como resposta ao ódio terrorista. Obama assegurou aos feridos que o estão vendo de suas camas que a cidade, o estado de Massachusetts e o país estão com eles e estarão "quando se levantarem e caminharem e "quando correrem de novo, porque correrão de novo". O governante teve depois a oportunidade de transmitir sua mensagem pessoalmente aos voluntários e aqueles que ajudaram na retirada de feridos, aos quais chamou de "inspiração para o mundo" e exemplo de "compaixão, dever cívico e coragem". Posteriormente, o presidente visitou e passou algum tempo com feridos no hospital Massachusetts General, onde uma dezena de pessoas ainda se recupera, cinco delas em estado grave. A maioria dos feridos espalhados por nove hospitais da cidade já tiveram alta, embora um pouco mais de uma dezena deles ainda têm que se submeter a operações e tratamentos por causa das amputações ou dos ferimentos causados pelos estilhaços. EFE jmr/ma (foto) (vídeo)

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