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Filipinas autoriza operação de resgate de alemães capturados pelo Abu Sayyaf

Segundo Berlim, sequestro está em "fase crítica"

Internacional|Do R7, com EFE

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Casal alemão fez uma série de apelos ao governo da Alemanha
Casal alemão fez uma série de apelos ao governo da Alemanha

As autoridades das Filipinas deram sinal verde para que a polícia e o exército iniciem uma operação de resgate dos dois turistas alemães sequestrados pelo grupo islamita Abu Sayyaf, que ameaça matar um deles nesta sexta-feira (17).

"A operação começará a qualquer momento, mas estamos determinando a localização exata de alguns líderes e membros do Abu Sayyaf", disse ao jornal "Inquirer" o coronel Allan Arojado, comandante das tropas na ilha de Sulu, onde se acredita que os dois reféns estejam escondidos.


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O exército enviou uma equipe especializada em rastreamento, que se uniu aos sete batalhões que já se encontram na ilha, que fica a cerca de 980 quilômetros ao sul da capital do país, Manila. 

"Vamos fazer de tudo para não colocar em risco a vida dos reféns", acrescentou Arojado. Os rebeldes do Abu Sayyaf exigem que a Alemanha retire o apoio à ofensiva militar contra o Estado Islâmico (EI), liderada pelos Estados Unidos, além de US$ 5,6 milhões para não decapitar um dos alemães hoje, às 15h no horário local (4h em Brasília).


No entanto, o grupo islamita se mostrou disposto na última quarta-feira a suspender o ultimato se fossem abertas negociações com o ministro das Relações Exteriores do país, Alberto Rosario. 

Mas tanto a Alemanha como as Filipinas mantêm a política de não negociar com terroristas. "Nenhum dos dois governos entrou em contato conosco", confirmou ao "Inquirer" o porta-voz do Abu Sayyaf, Abu Rami.


Viktor Stefan Okonek, médico alemão de 74 anos, e sua mulher, Henrike Dieter, de 55, foram sequestrados em abril quando navegavam pelo sudoeste das Filipinas, mas só em 24 de setembro os islamitas começaram a fazer as ameaças de morte.

Em várias ocasiões, Okonek pediu ajuda ao governo alemão e filipino. Ontem, ele voltou a falar com a imprensa e, segundo o porta-voz do grupo terrorista, pediu para conversar com parentes antes de morrer.

Um enviado do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha está nas Filipinas para mediar o sequestro de dois cidadãos do país por parte do grupo terrorista islamita Abu Sayyaf, que atravessa uma "fase crítica", segundo reconheceu o governo de Berlim. 

Os rebeldes divulgaram na quarta-feira uma fotografia que mostrava o médico sentado em um túmulo, com as mãos amarradas, e, no fundo, uma bandeira associada à Al Qaeda.

O Abu Sayyaf, vinculado à Al Qaeda e formado por cerca de 400 membros, tem em seu poder outros dois europeus — um holandês e um suíço — desde fevereiro de 2012, além de um guarda costeiro da Malásia, uma mulher chinesa e sua filha.

O grupo foi criado em 1991 por vários ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a antiga União Soviética. Os sequestros e atentados mais sangrentos ocorridos nas Filipinas nos últimos anos são atribuídos ao Abu Sayyaf. 

O prazo dado pelos terroristas para não decapitar um dos reféns venceu hoje às 4h (horário de Brasília). 

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