França pede à Rússia medidas para evitar escalada da violência na Ucrânia
Internacional|Do R7
Paris, 16 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, ressaltou neste domingo a "ilegalidade" do referendo realizado na Crimeia, em particular porque se desenvolveu "sob a ameaça das forças de ocupação" da Rússia, à qual reivindicou medidas imediatas para evitar "uma escalada de violência inútil e perigosa na Ucrânia". "A Rússia tem responsabilidades particulares na cena internacional como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e deve reconhecer e respeitar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia", afirmou Fabius em uma declaração divulgada por seu departamento. O chefe da diplomacia francesa reiterou a posição de seu país e de seus parceiros europeus de que a votação na Crimeia para se separar da Ucrânia "é ilegal e contrária à constituição ucraniana". Uma ilegalidade que deriva, além disso, do fato que a consulta "se desenvolveu sob a ameaça das forças de ocupação russas". Por isso, pediu à Rússia para "tomar imediatamente medidas que permitam evitar uma escalada de violência inútil e perigosa na Ucrânia". Fabius participa amanhã em Bruxelas de uma reunião com seus colegas da União Europeia na qual o principal ponto da agenda é o desafio pela votação na Crimeia. Espera-se que os chefes da diplomacia dos países-membros formalizem uma série de sanções, essencialmente uma lista de personalidades russas a que se aplicarão. O presidente francês, François Hollande, tinha avançado ontem que a União Europeia não reconheceria a validade à qual qualificou de "pseudo-consulta" na Crimeia porque, segundo sua opinião, esse referendo infringia tanto o direito interno da Ucrânia quanto o direito internacional. Hollande, em um encontro com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, pediu à Rússia para buscar uma solução política que respeite a integridade territorial da Ucrânia, e advertiu a Moscou que se persistir na escalada de violência, os europeus decidirão amanhã a ativação de sanções. EFE ac/cdr











