G20 expressa inquietação pela desaceleração do crescimento em emergentes
Internacional|Do R7
São Petersburgo (Rússia), 6 set (EFE).- Os líderes do G20 expressaram inquietude diante do arrefecimento do crescimento econômico em vários países emergentes, segundo a Declaração de São Petersburgo aprovada nesta sexta-feira como conclusão da cúpula realizada na Rússia. O documento final da cúpula que acolheu os líderes do G20 na antiga capital imperial da Rússia destaca o crescimento econômico e a criação de emprego como prioridades primordiais para o grupo, que reúne as economias mais desenvolvidas e pujantes sob o mesmo local. "Nos comprometemos a empreender decididas ações para recuperar a via de um crescimento seguro, sólido e equilibrado, produtivo do ponto de vista da criação de postos de trabalho", assinala a declaração. Os países da União Europeia que compartilham o euro como moeda única se comprometeram, mediante a este acordo, de reforçar as bases de seu união monetária e econômica. A Declaração de São Petersburgo destaca neste sentido que a união bancária dos 28 reforçará sua união monetária e econômica. Por outro lado, os líderes do fórum internacional concordaram em apoiar o sistema multilateral para intercambiar informações fiscais a fim de evitar que as grandes empresas burlem os impostos que serão apresentados em janeiro de 2014 pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econôminco (OCDE) Os chefes de Estado e Governo do G20 acordaram, além disso, em não adotar medidas que possam colocar em perigo a recuperação da economia global. "A geração de ritmos e crescimento e criação de postos de trabalho de melhor qualidade são nossas principais prioridades, da mesma forma que a rejeição de medidas que possam provocar paradas do processo de recuperação ou garantir o crescimento de alguns países mais do que os outros", indica o documento. Neste contexto, o G20 chegou ao consenso de prorrogar até 2016 a rejeição ao protecionismo no comércio mundial, diz a Declaração de São Petersburgo. Os líderes dos países que aglutinam 80% do PIB do planeta observam que a volatilidade dos fluxos de capitais é um dos principais desafios para ser enfrentado atualmente. Neste contexto, os líderes do G20 sublinharam que a volatilidade dos fluxos de capitais tem a ver parcialmente com as mudanças na política monetária dos países desenvolvidos, uma preocupação expressada ao longo de toda a cúpula pelos emergentes. Os líderes insistiram no compromisso de não concorrer no mercado monetário mediante desvalorizações de seus moedas nacionais e formalizaram mediante o documento final da cúpula sua intenção de avançar para um mercado de divisas regulado pelo mercado e não pelos bancos centrais. Ao mesmo tempo, o G20 voltou a expressar de maneira oficial o compromisso para concluir em 2014 a reforma das cotas que pagas pelos diferentes países-membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) de modo que se dê mais peso aos emergentes para refletir sua participação real na economia mundial. Os participantes da cúpula também se pronunciaram em defesa do direito de voto e representação dos países-membros do FMI mais pobres. A reforma do FMI, aprovada em 2009, prevê a mudança de 6% das cotas e votos aos países emergentes, mas isso não foi realizado até agora por não ter sido ratificada por alguns membros do organismo internacional, entre eles os EUA. EFE aep/ff











