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G8 chega a acordo para combater violência sexual em zonas de conflito

Mais de R$ 70 milhões serão destinados para a luta contra a violência sexual

Internacional|Do R7

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A atriz Angelina Jolie, embaixadora da ONU, afirmou que a violência sexual contra as mulheres "pode ser evitada e deve ser combatida" e agradeceu aos países do G8 seu "compromisso de financiamento" para lutar "de forma global" contra esse problema
A atriz Angelina Jolie, embaixadora da ONU, afirmou que a violência sexual contra as mulheres "pode ser evitada e deve ser combatida" e agradeceu aos países do G8 seu "compromisso de financiamento" para lutar "de forma global" contra esse problema ALASTAIR GRANT/AFP

Os países do G8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia) chegaram a um "acordo histórico" para combater a violência sexual em áreas de conflito, anunciou nesta quinta-feira (11) o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague.

Em um discurso no palacete de Lancaster House de Londres, Hague divulgou uma contribuição de 23 milhões de libras (mais de R$ 70 milhões) para lutar contra a violência sexual.


"Essa declaração representa um marco nos esforços globais para erradicar o uso da violência sexual nos conflitos", disse Hague, acompanhada por Zaimab Hawa Bangura, representante especial da ONU contra a Violência Sexual em Conflito, e a atriz americana Angelina Jolie, embaixadora de boa vontade das Nações Unidas.

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O chefe do Foreign Office indicou que "as meninas e as mulheres estão em seus momentos mais vulneráveis em época de conflitos ou desastres humanos" e considerou importante "saber que é o que funciona melhor para erradicar a violência terrível, com frequência sexual, à qual se enfrentam".

"Até agora não tinha havido um esforço internacional articulado para tentar erradicar a violência sexual e isso era algo que precisava mudar", disse o ministro.


O compromisso traçado hoje pelos países do G8 "para trabalhar juntos em uma tentativa por pôr fim à violência sexual nos conflitos", significou, além disso, uma "prioridade pessoal" para Hague durante as conversas mantidas com os outros ministros, segundo apontou.

— Pôr fim ao comércio de escravos dos séculos 17 e 18 parecia uma tarefa impossível... e hoje sabemos quais são os fatos relativos à violência sexual em conflito e temos a imprensa para abordá-lo.


Em comunicado emitido à parte pelo Ministério britânico de Relações Exteriores, Hague anunciou que o Reino Unido fornecerá outros 10 milhões de libras para apoiar os esforços por combater esse tipo de violência sexual contra mulheres e meninas em zonas de conflito.

No encontro com a imprensa, a atriz Angelina Jolie, embaixadora da ONU, afirmou que a violência sexual contra as mulheres "pode ser evitada e deve ser combatida" e agradeceu aos países do G8 seu "compromisso de financiamento" para lutar "de forma global" contra esse problema. Jolie apontou que "o estupro não é um assunto que afeta somente as mulheres, trata-se de um problema global, que deve ocupar a mais alta das agendas políticas".

A enviada especial da ONU, Zainab Hawa Bangura, também opinou que o G8 realizou com seu acordo "progressos notáveis" na luta contra o problema. 

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