Governador de Wisconsin despede assessora por comentários racistas no Twitter
Internacional|Do R7
Washington, 3 dez (EFE).- O governador de Wisconsin, o republicano Scott Walker, despediu a subdiretora de finanças de sua campanha de reeleição nesta terça-feira, depois que descobriu que ela fez comentários racistas sobre hispânicos no Twitter em 2011, informou o jornal local "Milwaukee Journal Sentinel". Walker, que muitos perfilam como um possível candidato presidencial nas eleições de 2016 e um dos principais defensores de uma aproximação do partido republicano com as minorias, despediu hoje a assessora Taylor Palmisano após denúncias sobre as mensagens que ela escreveu no Twitter. "Vou estrangular esse mexicano ilegal que está limpando a biblioteca. Pare de bater nas cadeiras e desligue seu Walkman", escreveu Taylor no Twitter no dia 9 de março de 2011. Dois meses antes, descreveu em termos degradantes o ambiente no ônibus em que viajou de Pasadena (Califórnia) até Las Vegas (Nevada). "Este ônibus é o meu pior pesadelo. Ninguém fala inglês e esta gente não sabe como controlar seus filhos", disse, e acrescentou a "hashtag" "#inmigrantesilegales". O porta-voz de Walker, Jonathan Wetzel, garantiu que a assessora foi "imediatamente despedida" de seu cargo. "Tanto o governador como sua campanha condenam estas declarações, que não refletem nossas opiniões em absoluto", afirmou Wetzel. Taylor Palmisano, que hoje encerrou suas contas no Twitter e no Facebook, afirmou em comunicado que está "profundamente arrependida pelas declarações ofensivas e irresponsáveis" que fez. "Peço desculpas sinceramente, e entendo as consequências de comentários tão inaceitáveis", disse. Walker, que em outubro pediu que o presidente do México Enrique Peña Nieto abrisse um consulado em Wisconsin para oferecer serviços aos cidadãos mexicanos que vivem nesse estado, despediu recentemente outro membro de sua equipe também por comentários racistas. Em agosto, o governador demitiu o funcionário Steven Krieser do Departamento de Transporte estadual, depois que o "Milwaukee Journal Sentinel" denunciou que ele tinha publicado mensagens no Facebook comparando os imigrantes ilegais com Satanás. EFE llb/rpr













