Governador opositor pede início de diálogo na Venezuela para superar a crise
Internacional|Do R7
Caracas, 31 mar (EFE).- O governador do estado de Lara, o opositor Henri Falcon, considerou nesta segunda-feira necessário iniciar nesta semana um diálogo "sincero" para buscar soluções para a crise vivida na Venezuela e pôr fim à onda de violência que já tirou 39 vidas. O político falou tanto do governo de Nicolás Maduro como da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), da qual faz parte seu partido Avançada Progressista, a se sentar "o mais rápido possível" a uma mesa de negociação. "Vamos seguir inertes" e permitir que uma "minoria violenta" siga tomando as ruas da Venezuela gerando "tristeza e dor"?, se perguntou em entrevista coletiva o governador do ocidental estado de Lara. "Já basta de tanta violência", de "repressão", de "posturas radicais". É hora de se sentar à mesa para "dizer nossas verdades e sermos criticados, mas também (para) consertar. Essa é a aspiração da maioria dos venezuelanos", asseverou. Desde a MUD, que aglutina a maior parte dos partidos da oposição, "vamos apresentar propostas, mas também exigências frente ao estado de incerteza que vive o país", acrescentou Falcon, que se disse a favor de um diálogo "sincero" e "produtivo". Além disso, o governador considerou válida e necessária a mediação da Igreja no diálogo entre o governo e a oposição. Vários grupos da oposição e o próprio Executivo deram as boas-vindas à mediação do Vaticano no conflito, colocada pelo grupo de chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul) que na semana passada visitou a Venezuela para contribuir para uma saída à crise. O chanceler venezuelano, Elías Jaua, também reiterou hoje a necessidade de dialogar com a oposição e pôr o fim à ameaça de uma guerra civil com a qual sonha uma minoria fiel a um setor conservador dos Estados Unidos. Jaua disse que o governo está à espera da "passagem da oposição" aglutinada na MUD para conversar com o presidente, mas ressaltou que para isso não deve haver condições. Apesar de reconhecer que o desejo de paz é majoritário na MUD,o chanceler afirmou que faltou "coragem" para tomar distância de setores radicais que propõem a luta armada como forma de ação política. Desde 12 de fevereiro, a Venezuela está imersa em uma onda de protestos contra o governo de Maduro, nas quais foram registrados incidentes violentos que deixaram um saldo de 39 mortos, mais de 500 feridos e dois mil detidos, a maioria deles já livres. EFE pmc/ff










