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Governo americano tenta convencer congressistas, mas pesquisa mostra que população é contra ataque na Síria

Senadores podem decidir nesta quarta-feira (4) se apoiam ou não a ação militar

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Americanos protestaram em frente da Casa Branca, em Washington, contra a ação militar na Síria
Americanos protestaram em frente da Casa Branca, em Washington, contra a ação militar na Síria

As figuras-chave do gabinete de Obama, na última terça-feira (3), tentaram convencer a Comissão de Relações Exteriores do Senado da necessidade de uma ação punitiva contra o regime de Bashar Al Assad, após os mais de 1.400 mortos que teriam sido deixados, segundo Washington, pelo ataque químico de 21 de agosto. Na contramão dos esforços do governo, seis em cada dez americanos se opõem a um ataque com mísseis contra o regime sírio.

O secretário de Estado, John Kerry, disse que os Estados Unidos devem agir com medidas punitivas contra o governo sírio, porque uma falta de resposta enviará um sinal perigoso para o Irã, para os militantes do Hezbollah no Líbano e para outros inimigos de Washington.


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"Este não é o momento para isolacionismo. Este não é o momento para sermos espectadores de um massacre", disse Kerry à Comissão de Relações Exteriores do Senado.

"Nem nosso país, nem nossa consciência podem se permitir o custo do silêncio", defendeu Kerry.


"Nós nos pronunciamos contra este horror inenarrável. Agora, devemos agir", acrescentou.

O secretário da Defesa, Chuck Hagel, explicou que os objetivos de uma ação militar seriam "reduzir a capacidade" do regime sírio de cometer outros ataques químicos e "dissuadi-lo" de recorrer novamente a esse arsenal.


"Acreditamos que podemos alcançar (esses objetivos) com uma ação militar de duração e alcance limitados", afirmou, lembrando que não se trata "de resolver o conflito na Síria por meio da força militar direta", acrescentou.

A audiência foi interrompida diversas vezes por manifestantes pacifistas, que gritavam palavras de ordem contra uma intervenção militar.

O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Bob Menéndez, afirmou que os senadores poderiam fechar um texto definitivo de resolução sobre o uso da força contra a Síria na terça-feira (3) que é possível que seja votado já nesta quarta-feira (4).

Oposição popular

Duas pesquisas mostram que quase um a cada dois americanos se opõe a um ataque militar dos Estados Unidos ao regime sírio.

A consulta, do jornal The Washington Post e do canal ABC, mostra que 59% rejeitam que os EUA lancem um ataque com mísseis contra alvos militares sírios, enquanto 36% apoiam essa ação.

No caso de um ataque com participação de países como Reino Unido e França a oposição cai para 51% e o apoio alcança 46%.

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Quanto à provisão de armas aos rebeldes sírios, aprovado pelo governo Obama em junho, 70% dos entrevistados apoiam, enquanto 27% se opõem.

Com uma margem de erro de 3,5% para mais ou para menos, a pesquisa foi realizada por telefone com 1.012 adultos entre os dias 28 de agosto e 1 de setembro e foi divulgada no mesmo dia do início das audiências no Congresso sobre a autorização solicitada por Obama para lançar um ataque militar contra o regime sírio.

Na semana passada outra pesquisa da emissora NBC revelou que quase 80% dos americanos preferem que Obama obtenha a aprovação do Congresso para realizar uma ação militar na Síria.

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