Governo sírio disposto a dialogar se oposição abandonar as armas
Internacional|Do R7
Damasco, 12 fev (EFE).- O governo da Síria afirmou nesta terça-feira que está disposto a dialogar com a oposição se os rebeldes abandonarem as armas e não estabelecerem condições para iniciar as conversas, em resposta à iniciativa do líder opositor Ahmed Muaz al Khatib. O ministro sírio para a Reconciliação Nacional, Ali Haidar, disse aos jornalistas em Damasco que não pode haver condições prévias e que o necessário é "acertar os princípios do diálogo e crer que a solução (do conflito) deve ser política e não mediante a violência". Depois de se reunir com a chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Síria, Marian Gasser, Haidar ressaltou que "o diálogo nacional deve ser realizado em território sírio e sob a supervisão dos sírios". Em sua proposta, Khatib propôs um país estrangeiro para as conversas de paz. "Temos que crer que o diálogo é o único mecanismo para conseguir uma solução política e que essa solução deve ser síria, respeitar a unidade do território e do povo e rejeitar a ingerência estrangeira e a violência", defendeu o ministro. Haidar indicou que a iniciativa se encontra em "fase preparatória" e que estão sendo feitos contatos entre as distintas forças sírias. Na sexta-feira passada, o ministro da Informação, Omran al Zubi, assegurou que a Síria caminha em direção a uma conferência de diálogo nacional "em território sírio sem condições prévias e sem a exclusão de ninguém". O governo e a oposição síria poderiam iniciar conversas depois que Khatib, líder da Coalizão Nacional das Forças da Revolução e da Oposição Sírias (CNFROS), mostrou-se disposto a negociar "só para conseguir a saída do regime". Embora a proposta de Khatib tenha recebido críticas de seus próprios companheiros, parece que a aliança opositora poderia dialogar com o regime sob certas condições, da mesma forma que anunciou o rebelde Exército Livre Sírio (ELS). EFE gb-mv/dk













