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Houthis do Iêmen anunciaram bloqueio contra a Arábia Saudita no mar Vermelho: o que isso causa?

Aliados do Irã na região vinham alertando há algum tempo que poderiam tomar medidas para bloquear o estreito de Bab el-Mandeb

Internacional|Da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, ameaçando o abastecimento mundial de petróleo.
  • O estreito de Bab el-Mandeb, ponto estratégico no mar Vermelho, é crucial para o comércio mundial e pode ser fechado, causando perturbações significativas.
  • O movimento houthi, originado na década de 1990, representa os zaiditas e se opõe ao regime sunita e às ideias wahabitas da Arábia Saudita.
  • O Irã apoia os houthis desde 2014, fornecendo armas e tecnologia militar, intensificando a rivalidade com a Arábia Saudita.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um membro das forças de segurança Houthi opera uma metralhadora montada na traseira de um caminhão de patrulha enquanto apoiadores Houthi protestam contra as restrições impostas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita às áreas controladas pelos Houthi, que o grupo descreve como um bloqueio, em Sanaa, Iêmen
Movimento houthi é uma das partes envolvidas na guerra civil do Iêmen Khaled Abdullah/Reuters - 17.07.2026

Os houthis do Iêmen, grupo apoiado pelo Irã, declararam seu próprio bloqueio marítimo contra o transporte da Arábia Saudita, em uma escalada que pode reativar outro conflito regional latente e ameaçar o abastecimento mundial de petróleo.

Esses aliados do Irã na região vinham alertando há algum tempo que poderiam tomar medidas para bloquear o estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico de passagem obrigatória na extremidade sul do mar Vermelho.


O fechamento dessa via marítima poderia causar uma grande perturbação no comércio mundial e aumentar ainda mais a instabilidade nos mercados de petróleo.

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Bab el-Mandeb, cujo nome é traduzido como “Porta das Lágrimas”, está localizado na extremidade sul do mar Vermelho e constitui uma rota de acesso fundamental ao canal de Suez, conectando a Europa e a Ásia por meio de uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo.


Com apenas 29 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, trata-se de uma área onde embarcações já foram alvo de ataques dos rebeldes houthis.

Cerca de 15% do comércio marítimo mundial passa pelo estreito de Bab el-Mandeb. As interrupções no transporte marítimo registradas entre 2023 e 2025 provavelmente geraram um custo de cerca de US$ 20 bilhões por ano, segundo estimativas do setor.


O estreito é uma rota fundamental para as exportações da Arábia Saudita — maior exportadora de petróleo bruto do mundo — e permaneceu, em sua maior parte, navegável durante o conflito.

O petróleo ultrapassou US$ 90 por barril nesta terça-feira (21) após o anúncio dos houthis.


O movimento houthi, também conhecido como Ansar Allah (Partidários de Deus), é uma das partes envolvidas na guerra civil do Iêmen.

Guerra civil

Surgiu na década de 1990, quando seu líder, Hussein al-Houthi, lançou o movimento “Juventude Crente”, uma iniciativa de renascimento religioso voltada para uma subseita centenária do islamismo xiita chamada zaidismo.

Os zaiditas governaram o Iêmen durante séculos, mas foram marginalizados sob o regime sunita que chegou ao poder após a guerra civil de 1962.

O movimento de Al-Houthi foi fundado para representar os zaiditas e resistir ao sunismo radical, especialmente às ideias wahabitas provenientes da Arábia Saudita. Seus seguidores mais próximos passaram a ser conhecidos como houthis.

A guerra civil do Iêmen começou em 2014, quando as forças houthis tomaram a capital, Sanaã, e derrubaram o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita. O conflito se transformou em uma guerra de maior escala em 2015, quando uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio na tentativa de fazer os houthis recuarem.

Em 2022 foi firmado um cessar-fogo, mas ele expirou após apenas seis meses.

Os houthis contam com o apoio do Irã, que começou a ampliar sua assistência ao grupo em 2014, à medida que a guerra civil e sua rivalidade com a Arábia Saudita se intensificavam.

O Irã forneceu ao grupo armas e tecnologia para, entre outras capacidades, minas navais, mísseis balísticos e de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados (drones), segundo um relatório de 2021 do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

Os houthis fazem parte do chamado “Eixo da Resistência” do Irã, uma aliança de milícias regionais anti-Israel e antiocidentais apoiada pela República Islâmica.

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