Governo venezuelano denuncia que EUA negaram sobrevoo de avião de Maduro
Internacional|Do R7
Caracas, 19 set (EFE).- O chanceler da Venezuela, Elías Jaua, denunciou nesta quinta-feira que os Estados Unidos negaram a permissão para que o avião no qual viajará o presidente Nicolás Maduro rumo à China sobrevoe seu espaço aéreo, especificamente sobre o território de Porto Rico, e disse que tomarão "medidas" perante esta "agressão". "Recebemos a informação por parte de autoridades norte-americanas que nos foi negado o sobrevoo por espaço aéreo americano. Denunciamos isto como mais uma agressão do imperialismo americano contra o governo da república bolivariana", disse Jaua a jornalistas. "As autoridades chinesas não têm nada a ver, o resto das permissões de sobrevoos pela Europa, pela Ásia, estão totalmente concedidas e vigentes, somente temos esta dificuldade para sobrevoar sobre o território, que, além disso, não é deles, sobre o território porto-riquenho", informou após um ato oficial em Caracas. O ministro das Relações Exteriores esclareceu, no entanto, que a Venezuela ainda espera "que as altas autoridades norte-americanas retifiquem o erro que estão cometendo seus subalternos". O chanceler salientou que "não há nenhum argumento válido para negar este sobrevoo" e antecipou que o governo venezuelano está buscando outras opções de voo, pois a viagem à China, marcada para este fim de semana, não será suspensa. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta semana que viajará à China por 12 dias e que, neste final de semana, terá encontros com o líder chinês, Xi Jinping, para revisar as distintas áreas de cooperação bilateral. Esta situação ocorre quase três meses depois que vários países europeus negaram o sobrevoo ao avião no qual viajava o presidente da Bolívia, Evo Morales, pela suspeita de que ali estava o ex-analista da CIA, Edward Snowden, o que foi condenado por várias nações da América Latina. EFE nf/rsd










