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Governo venezuelano e oposição chegam a acordo para recuperar economia

Encontro foi mediados por enviados especiais do Vaticano ao país sul-americano

Internacional|Do R7, com Reuters

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Encontro foi mediado pelo Vaticano
Encontro foi mediado pelo Vaticano

O governo venezuelano e a oposição chegaram a um acordo para trabalhar juntos pela recuperação da economia e combater à insegurança no País. Selado neste sábado (12), o acordo foi anunciado pelo Vaticano, que mediou o encontro. Uma nova rodada de negociações está marcada para 6 de dezembro.

O acordo traz tentativas de solução na área de eleições e de ajuda externa. 


Aliados do presidente Nicolás Maduro permitiram a liberação de doações estrangeiras de alimentos e medicamentos para aplacar a crise do país. Serão nomeados também novos diretores do CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

"Nós concordamos em promover uma ação política respeitosa", disse o diretor do Partido Socialista Jorge Rodriguez, lendo uma declaração conjunta. "O bem comum está acima de nossas diferenças legítimas".


A decadência constante da economia venezuela e o impasse político a respeito de um referendo revogatório do governo de Maduro levou diplomatas do Vaticano e dos EUA a estabelecerem um diálogo no final de outubro.

Os dois lados voltarão a se reunir em 6 de dezembro, apesar da promessa da oposição de abandonar as negociações se o governo não colocar em marcha o referendo sobre Maduro e se não liberar mais de 100 ativistas da oposição atualmente presos.


Governo e oposição irão trabalhar em conjunto para nomear dois novos membros do CNE (de um total de cinco), que no mês passado o esforço da oposição de pôr em prática o referendo, o que agravou o impasse político do país.

Ao permitir a ajuda externa na área de alimentos e medicamentos, o governo reconhece a dramática situação na Venezuela, onde milhões de pessoas estão lutando para comer três refeições por dia.


Mas ao invés de concordar com a libertação dos mais de 100 ativistas da oposição, a declaração conjunta fez somente um vago aceno sobre o tema.

O acordo também envolve novas eleições para os legisladores do Estado do Amazonas, cujos cargos estão suspensos por uma sentença judicial no ano passado. Para os críticos de Maduro, essa concessão foi avaliada como "generosa".

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