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Greve da Iberia provoca confronto entre funcionários da companhia aérea e a polícia espanhola

Mais de 80 voos foram cancelados nesta segunda-feira (18) por causa da paralisação

Internacional|Do R7

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Trabalhadores sindicalizados entraram em confronto com a polícia no aeroporto de Barajas, em Madri, nesta segunda-feira (18), no primeiro dia de uma greve de uma semana por mais de 3.800 postos de trabalho que devem ser cortados na Iberia, a principal companhia aérea da Espanha.

Centenas de funcionários protestaram em frente a Barajas e dentro do Terminal 4, onde realizaram um protesto passivo enquanto gritavam e buzinavam.


Em frente ao terminal, a polícia bateu em alguns grevistas com cassetetes. Ao menos cinco manifestantes foram presos.

Mais de 80 voos da Iberia foram cancelados na segunda-feira (18), quando trabalhadores começaram a série de greves que deve custar à empresa e à economia nacional milhões de euros em negócios perdidos.


Greves antigas custaram à Iberia entre 2 milhões de euros e 3 milhões de euros por dia, disse uma porta-voz à Reuters.

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Os funcionários, que incluíam carregadores de bagagem e comissários de bordo, estão realizando três greves de cinco dias em fevereiro e março para protestar contra os planos da diretoria de cortar empregos e salários na companhia aérea deficitária. Cerca de 10 por cento dos voos de longa distância e metade dos voos domésticos não decolam nesta semana.

Os sindicatos iniciaram as manifestações na manhã com uma marcha de 8 quilômetros ao redor de Barajas, dizendo aos repórteres que a companhia aérea estava sob ameaça, assim como o futuro do aeroporto. "Ninguém está a salvo de ser demitido", disse no protesto Elias Gonzalez, um supervisor de manutenção que trabalha para a Iberia 27 anos.


— Havia um acordo inicial com a empresa quando a fusão com a British foi acordada, mas agora há desacordo.

Embora um quadro reduzido de funcionários estivesse trabalhando e a empresa tivesse marcado uma nova data para a maioria dos passageiros ou devolvido o dinheiro das passagens, algumas pessoas ficaram presas. Um turista francês reclamava em Barajas.

— Quando fazemos turismo, não queremos ser incomodados com greves. Todo mundo tem problemas, mas não deveriam incomodar as pessoas que trazem dinheiro. Isso também é negócio.

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Filas se formaram quando alguns funcionários abandonaram os balcões de check-in, enquanto os sindicalistas gritavam no aeroporto.

A greve de 18 a 22 de fevereiro coincide com feriados escolares na Grã-Bretanha, a maior fonte de turistas da Espanha.

O turismo é responsável por cerca de 11 por cento da produção econômica espanhola e é um dos poucos setores em crescimento do país em uma recessão prolongada que empurrou o índice de desemprego para acima dos 26 por cento.

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