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Greves paralisam principais portos de grãos na Argentina

Internacional|Do R7

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BUENOS AIRES, 20 Mai (Reuters) - Trabalhadores do principal porto de grãos em Rosário, na Argentina, entraram em greve por salários nesta segunda-feira, disse um porta-voz do sindicato, desacelerando as exportações do principal exportador mundial de farelo e óleo de soja.

Greves pedindo aumento de salários são comuns na Argentina, onde economistas privados estimam a inflação anual de preços ao consumidor em 25 por cento. A maioria das interrupções de trabalho são de curta duração, mas as que se estendem por dias podem afetar o fluxo global de grãos.


A Argentina também é um importante fornecedor de trigo e o terceiro maior exportador de milho e soja. Trabalhadores cuja função é proteger os navios no cais dos principais portos de Rosário, San Martin e San Lorenzo, estão participando da greve.

"Navios de carga não podem chegar ao cais", disse Edgardo Quiroga, porta-voz para a Confederação Geral de Trabalhadores da Argentina (CGT).


As negociações para acabar com a greve estavam ocorrendo na segunda-feira, disse uma outra fonte sindical.

A Capym, uma câmara da indústria portuária da Argentina, emitiu uma declaração confirmando que os navios não estão atracando devido à paralisação.


A paralisação ocorre em um momento sensível de ano para a Argentina, em que os agricultores se apressam em escoar suas colheitas de milho e soja. A demanda para os grãos argentinos aumentou devido aos baixos estoques de grãos nos EUA, após uma seca em 2012.

(Reportagem de Maximilian Heath)

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