Grupo islamita Al Shabab diz que refém francês segue sob sua custódia
Internacional|Do R7
Mogadíscio, 12 jan (EFE).- O grupo islamita somali Al Shabab afirmou neste sábado que o cidadão francês Denis Allex, que o Exército francês tentou libertar ontem à noite em uma operação fracassada na Somália, segue sob sua custódia, e que decidirá nos próximos dois dias qual será o seu destino. "Como resposta a esta fracassada tentativa de resgate por parte das forças francesas, Al Shabab afirma ao povo francês que dará seu veredito final sobre o destino de Denis Allex nos próximos dois dias", disseram os insurgentes somalis em comunicado à imprensa. Segundo Al Shabab, o combate com o Exército francês, no qual participaram cinco helicópteros, foi iniciado por volta das 02h (local) de ontem e se prolongou durante 45 minutos. "Após um enfrentamento feroz, repelimos o ataque das forças francesas que participaram da operação, que inevitavelmente estava condenada ao fracasso", diz a carta dos rebeldes. "Os helicópteros atacaram uma casa na cidade de Bula-Marer (sul da Somália) ao presumir que Dennis Allex estava sendo detido lá, mas devido a um erro fatal da inteligência, a missão de resgate resultou em um desastre", continua o comunicado. Embora não divulgue um número concreto, Al Shabab afirmou ter matado "vários" soldados franceses, e que outros "muito" ficaram feridos, enquanto o resto fugiu do lugar "deixando para trás um de seus companheiros". Al Shabab também assegurou que tanto o soldado francês que ficou para trás como Allex estão vivos e longe do lugar no qual aconteceu o combate. Além disso, os radicais islâmicos qualificam o Governo francês de "imprudente" quando se trata de negociar a libertação de reféns, e assegurou que com esta ação Paris ressalta sua "indiferença pela vida de seus cidadãos". "No final, serão os cidadãos franceses que inevitavelmente provarão as amargas consequências da atitude temerária de seu Governo", conclui o comunicado. Por sua vez, o Governo francês indicou que durante a operação de resgate de Allex, sequestrado na Somália desde julho de 2009, morreu um soldado francês e 17 terroristas, embora Al Shabab não mencione nenhuma baixa entre suas integrantes. O Ministério da Defesa da França justificou sua atuação "perante a intransigência dos terroristas, que durante três anos e meio rejeitaram toda negociação, e que deixam Allex em condições desumanas". O refém era agente da Direção Geral da Segurança Exterior (DGSE), e no momento de seu sequestro em Mogadíscio, participava de uma missão de apoio ao Governo de transição somali. Desde que foi retido, Allex apareceu em duas ocasiões em vídeos divulgados por sites islamitas, nos quais reivindicava a ajuda do presidente francês, François Hollande, e pedia que a França cessasse seu apoio ao Governo da Somália. EFE ia/ff











