Grupo jihadista reivindica autoria atentado a prédio da polícia no Egito
Internacional|Do R7
Cairo, 25 dez (EFE).- Um grupo jihadista egípcio reivindicou nesta quarta-feira o atentado cometido ontem contra a sede da Direção de Segurança da província egípcia de Dakahliya, no delta do rio Nilo, que deixou pelo menos 13 mortos e 134 feridos. Em comunicado divulgado em fóruns jihadistas, o grupo "Ansar Beit al Maqdis" (Seguidores da Casa de Jerusalém) disse que atacou o edifício policial "em resposta às práticas do regime apóstata (que abandonou a fé) que luta contra a lei islâmica, derrama o sangue dos muçulmanos e viola a honra de nossas mulheres e irmãs". A organização extremista, que costuma agir na Península do Sinai, detalhou que o atentado foi cometido por um suicida e teve como alvo a Direção de Segurança, "uma das fortificações dos infiéis e da tirania". Além disso, pediu aos soldados e aos agentes de segurança para abandonarem seus postos para preservar sua vida e evitarem "lutar contra o islã" ao lado das novas autoridades egípcias. Por sua vez, o grupo pediu aos cidadãos se afastarem das sedes de segurança e militares pela previsão de novos atentados e anunciou que seguirão lutando contra o Estado egípcio "até que se estabeleça a lei de Deus". O grupo "Ansar Beit al Maqdis" requisitou a autoria de vários atentados cometidos no Egito nos últimos meses, entre eles a tentativa de assassinato do atual ministro egípcio de Interior, Mohammed Ibrahim, no dia 5 de setembro. Os ataques contra as forças armadas e a polícia egípcia aumentaram no país, principalmente no Sinai, desde a destituição pelos militares em julho passado do presidente islamita Mohammed Mursi e o violento despejo em agosto das acampamentos que pediam sua restituição. EFE ms/tr











