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Grupo opositor vai participar de conferência de paz síria em Genebra

Internacional|Do R7

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Por Michael Georgy

27 Nov (Reuters) - O Conselho Nacional Sírio participará da conferência de paz conhecida como "Genebra 2" em janeiro a fim de resolver a guerra civil na Síria, disse o presidente do grupo opositor, Ahmad Jarba, nesta quarta-feira.


Em entrevista à Reuters e à Associated Press, ele também disse que o Irã só poderá participar da conferência se deixar de fazer parte do derramemento de sangue na Síria e retirar suas forças e representantes do país.

A coalizão havia dito anteriormente que estava pronta para participar se corredores de ajuda humanitária fossem criados e presos políticos, libertados. O grupo insiste que o presidente sírio, Bashar al-Assad, não poderá desempenhar qualquer papel futuro na Síria.


"Agora estamos prontos para ir a Genebra", disse Jarba durante uma visita ao Cairo, acrescentando que a oposição vê as conversações de Genebra como um passo para uma transição de liderança e uma "genuína transformação democrática na Síria".

"Não há nenhuma chance de o indivíduo responsável pela destruição do país ser o responsável pela construção do país", disse Jarba, referindo-se a Assad.


A Síria afirmou nesta quarta-feira que os países ocidentais que também exigem que Assad renuncie deixem de "sonhar" ou esqueçam de participar das negociações de paz.

Jarba rejeitou a ideia de o Irã participar "sob a realidade atual".


"O Irã é responsável e faz parte da matança na Síria de uma forma muito clara. O país matou milhares de sírios com seus guardas revolucionários e mercenários do Hezbollah, que é considerado um grupo terrorista", disse ele.

"Se o Irã está disposto a resolver a crise da Síria, ele deve primeiro retirar sua Guarda Revolucionária e os mercenários do Hezbollah (libanês)."

O Irã e a Rússia são os principais apoiadores de Assad durante um conflito que já dura mais de dois anos e que matou mais de 100.000 pessoas. Teerã disse que vai participar de "Genebra 2" se for convidado e nesta quarta-feira pediu um cessar-fogo antes das negociações marcadas para 22 de janeiro.

(Reportagem de Michael Georgy)

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