Guerrilha anuncia morte de líder e escolha de sucessor; Moscou não confirma
Governo russo diz que não confirma morte de líder do grupo separatista tchetcheno
Internacional|Do R7

A guerrilha islamita tchetchena anunciou nesta terça-feira (18) oficialmente a morte de seu comandante, Doku Umarov, e a escolha de seu sucessor, Ali Abu-Muhammad, enquanto os serviços secretos da Rússia afirmaram não dispor de informação a respeito.
O chamado comando do Emirado do Cáucaso, como são definidos os islamitas, informou em um de seus sites que Umarov tinha se transformado em shajad (mártir morto em combate, em tchetcheno).
O comunicado diz que Doku Umarov lutou pela jihad (guerra santa) após a entrada de tropas russas na Tchechênia em 1994, e desde então só abandonou a república uma vez para receber tratamento após um ferimento em 2000.
Em 2006 liderou o comando da guerrilha após a morte de seu antecessor, Abdul-Jalim Saydulayev.
Outro comunicado da guerrilha comenta a escolha como sucessor de Umarov no comando de Ali Abu-Mujammad, que em mensagem de vídeo confirma o anúncio sobre a morte de seu antecessor, apesar de não oferecer nenhum detalhe.
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No entanto, um representante do Comitê Nacional Antiterrorista em Moscou comunicou à RIA Novosti (agência oficial) que os serviços secretos da Rússia não dispõem neste momento de informação sobre a morte do líder da guerrilha tchetchena, Doku Umarov.
"Informações sobre a suposta aniquilação de Doku Umarov aparecem periodicamente nos meios de comunicação estrangeiros, mas os serviços secretos da Rússia, neste momento, não dispõem de tal informação e não a comentam", disse o representante da entidade antiterrorista.
A agência lembrou que o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, declarou em janeiro que Umarov deve ser considerado vivo até que os serviços especiais forneçam dados fidedignos sobre sua morte.
O presidente da Tchetchênia russa, Ramzan Kadyrov, assegurou anteriormente que tinha recebido novas provas de que Umarov tinha morrido há tempos, e que assim confirmariam conversas interceptadas dos poucos guerrilheiros islamitas que ainda ostentam pelos montes e florestas da república caucásica.











