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Guerrilha colombiana Farc suspende compra de armas e munições

Internacional|Do R7

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BOGOTÁ (Reuters) - Os rebeldes da guerrilha colombiana Farc suspenderam a compra de armas e munições, um novo gesto de paz no momento em que o grupo e o governo buscam um acordo para obter um cessar-fogo bilateral e definitivo que permita acabar com o conflito interno que se arrasta há cinco décadas.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira pelo líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko", quase dois meses depois de as partes se comprometerem em Cuba a firmar, no mais tardar em março do ano que vem, um pacto para encerrar os combates que deixaram 220.000 mortos em mais de meio século.


"Em 30 de setembro dei ordem de suspender compra de armas e munições para todas as estruturas", escreveu Londoño em sua conta no Twitter.

Anteriormente, Londoño havia ordenado suspender os treinamentos militares de seus combatentes e, em troca, iniciar sua formação política e cultural.


Durante um encontro histórico em Havana em 23 de setembro, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e Londoño assinaram um acordo para criar um tribunal que estabelecerá sentenças de entre cinco e oito anos para guerrilheiros e militares que aceitem ser responsabilizados por delitos de lesa humanidade e crimes de guerra.

O entendimento se somou a outros sobre reformas para dar acesso a terras para camponeses pobres, a luta contra o narcotráfico, a eliminação de minas terrestres, a transformação da guerrilha em um partido político e a busca por desaparecidos.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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