Logo R7.com
RecordPlus
‌

Hoje possível alvo, Irã já foi aliado dos Estados Unidos

Especialista em relações internacionais relembra momento de ruptura dos dois países e analisa possibilidade de ataque norte-americano

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Protestos no Irã têm resultado em cerca de 544 mortes e mais de mil detenções.
  • Autoridades iranianas ameaçam retaliação a qualquer ataque dos EUA, especialmente a Israel.
  • Especialistas discutem a possibilidade de um confronto, mas o Irã afirma que não busca guerra.
  • Israel está em alerta máximo diante da potencial ação militar dos Estados Unidos no Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã enfrenta uma onda de protestos há quase duas semanas contra o atual governo. Segundo uma organização de direitos humanos, 544 pessoas já morreram, entre manifestantes e policiais. Mais de 10 mil pessoas teriam sido presas. As manifestações têm como propósito confrontar a crise econômica vivida no país.

A situação se intensificou após as declarações de autoridades iranianas referentes ao suposto auxílio norte-americano à população do Irã. De acordo com o presidente do Parlamento do país, qualquer ataque dos Estados Unidos à Teerã — capital do Irã — resultará em retaliação direta a Israel e às bases militares na região.

‌

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda (12), o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani explica que as hostilidades entre Estados Unidos e Irã distam de 1979, quando o país se tornou uma república islâmica teocrática, deixando de ser uma monarquia pró-Ocidente.

“É importante contextualizar que durante muito tempo o Irã foi um tradicional aliado do Ocidente, em particular dos Estados Unidos da América. Quando lá em 1979 ocorre a revolução iraniana, há um rompimento brutal nas relações entre as partes, de modo que nós temos de longa data essa rivalidade”, afirma.

‌

Sobre as ameaças de ataque ou intervenção dos Estados Unidos, Galerani acreditam que, no momento, elas estão no “campo retórico”, mas podem “calibrar” ações concretas no futuro.

“Trata-se do campo da possibilidade, não exatamente do campo de uma ação concreta de forma imediata [...]. Eu acredito que trata-se de uma opção, e uma opção inicialmente no campo retórico, uma opção inicialmente no plano do discurso para de algum modo calibrar eventuais ações futuras”, explica.

‌

Apesar da tensão de momento, o ministro das Relações Exteriores do governo iraniano afirmou que o país não busca guerra, mas, se houver, eles estarão preparados.

Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, Israel tem estado em alerta máximo desde o surgimento da possibilidade de um ataque norte-americano no Irã.

Search Box

O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD NEWS para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.