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Encontro entre EUA e China ocorre em meio à crise na hegemonia norte-americana

Professor aponta que Brasil desempenha um papel importante em novo contexto global que foi construído ao longo dos últimos anos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump e Xi Jinping se encontrarão para conversas presenciais após seis meses.
  • Discussões incluirão a guerra no Oriente Médio e acordos sobre terras raras.
  • Brasil se tornou um aliado estratégico nas relações entre EUA e China.
  • Especialistas alertam que os acordos com a China dependerão de interesses comerciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará as primeiras conversas presenciais em mais de seis meses com o presidente da China, Xi Jinping. A guerra no Oriente Médio, o controle de Taiwan e acordos sobre terras raras devem ser discutidos pelos representantes das duas maiores economias do mundo, que se encontram em um novo contexto mundial.

“A China está sentando-se para conversar com os EUA em um momento em que a hegemonia norte-americana no mundo está em crise. [...] Não estou falando que o país está em declínio, vamos devagar; é um PIB (Produto Interno Bruto) de 30 trilhões. Estou dizendo que a capacidade de Trump influenciar outras lideranças está muito menor”, explicou o professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan.


Donald Trump faz uma expressão confusa, com a boca semiaberta e os olhos arregalados.
Postura diplomática de Trump influência global dos EUA ao longo do mandato Reprodução / Record News

No Conexão Record News desta segunda-feira (11), ele destacou o papel que o Brasil conquistou nesse novo xadrez político, uma vez que a centralização de terras raras fez do território um aliado estratégico para Trump e Jinping, que investem no fortalecimento das relações políticas e comerciais.

Tal realidade eleva a importância de encontros como o que ocorreu entre os presidentes norte-americano e brasileiro na última quinta (7): “Os EUA chamaram Luiz Inácio Lula da Silva, trataram-no bem e deram a ele um tom completamente inusitado porque eles precisavam confirmar uma certa hegemonia dos Estados Unidos na América Latina”.


Trevisan reforça, contudo, que a mesma estratégia não funcionará em Pequim: “Os chineses só lidam com fatos e principalmente com negócios. [...] Eles vão fazer acordos sobre terras raras se isso for vantajoso para eles. Se não for, o Trump terá bons jantares e nada mais”.

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