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Instigador dos coletes amarelos deixará liderança do movimento

Drouet se transformou em um dos rostos mais conhecidos dos protestos quando anunciou na televisão sua intenção de tomar o Palácio do Eliseu

Internacional|Da EFE

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Drouet disse que está cansado dos insultos que recebe
Drouet disse que está cansado dos insultos que recebe

Éric Drouet, o nome mais midiático do movimento dos coletes amarelos iniciado há cinco meses na França, declarou nesta quarta-feira (24) em mensagem no Facebook que deixará a liderança do mesmo por conta das ameaças que recebe diariamente.

Drouet comentou que está cansado dos insultos dirigidos tanto a ele como à sua família, das ameaças e do tratamento recebido nos veículos de imprensa e nas redes sociais, onde há análises detalhadas de sua vida.


"Serei um mero 'colete amarelo' durante um bom tempo, nem mais, nem menos. Isto não afeta em nada o movimento, seguimos presentes", destacou Drouet, um caminhoneiro de 34 anos que instigou a primeira manifestação do movimento em 17 de novembro de 2018.

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Desde então, Drouet se transformou em um dos rostos mais conhecidos dos protestos, especialmente depois que anunciou na televisão em 5 de dezembro sua intenção de tomar o Palácio do Eliseu, declarações que lhe renderam uma investigação por incitação ao crime.


O homem também tem diligências abertas contra si por portar, sem autorização, uma arma e um cassetete, o que pode lhe render até seis meses de prisão.

Drouet, que lamentou o fato de algumas críticas terem procedido de membros do próprio movimento, afirmou que os "coletes amarelos" não têm chefes, nem líderes, e deixou claro que seguirá participando dos protestos, mas de maneira "incógnita".


No sábado, na última manifestação, cerca de 27,9 mil "coletes amarelos" se manifestaram em todo o país, em uma jornada na qual o forte dispositivo policial limitou os distúrbios que vinham sendo registrados nos finais de semana anteriores.

Drouet quis deixar claro que não está se afastando temporariamente do movimento por medo, a menos que seja o medo de "cometer alguma bobagem" como consequência de toda a pressão existente sobre ele.

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