Logo R7.com
RecordPlus

Insulza se despede defendendo que intervenção da OEA seja excepcional

Internacional|Do R7

  • Google News

Washington, 22 mai (EFE).- O chileno José Miguel Insulza se despediu nesta sexta-feira da Organização dos Estados Americanos (OEA) após dez anos de gestão como secretário-geral defendendo que a intervenção do organismo com a aplicação de sanções, como a suspensão de um país, seja algo "excepcional". "Esta organização é de todos os membros por igual. Isso está claro para quase todos menos para alguns nostálgicos da Guerra Fria que dizem que a OEA já não intervém como fazia em outros momentos. Agora o único caminho é o da inclusão, do diálogo e da cooperação", disse Insulza ao Conselho Permanente do organismo reunido em sessão protocolar em sua sede de Washington. O político chileno, que será substituído na terça-feira pelo uruguaio Luis Almagro, defendeu a importância de respeitar "escrupulosamente" a soberania dos estados e defendeu ter abordado as crises políticas desta década no continente com imparcialidade ideológica. "Agora os instrumentos comuns para sancionar um Estado devem ser aprovados por amplos consensos e eu insisto em que sua aplicação deve ser excepcional", disse Insulza. Insulza destacou que em sua década à frente do organismo continental coincidiu com os anos de "maior diversidade ideológica" entre os Estados-membros na história da organização, fundada em 1948. Insulza deixou como incumbência para a OEA de Luis Almagro que se aprofunde no debate sobre "o conteúdo e alcance da democracia" agora que, segundo ele, "pela primeira vez todos os países da região têm governos escolhidos democraticamente". Em sua despedida ao Conselho Permanente do organismo discursaram as missões dos Estados-membros perante a organização, que coincidiram em destacar que Insulza teve que enfrentar duros desafios e crises durante seu mandato. Entre suas conquistas à frente da organização, o presidente do Conselho Permanente, Neil Parsan, destacou a retirada da suspensão de Cuba na Assembleia Geral de San Pedro Sula (Honduras) de 2009. Insulza assinalou que buscar a volta de Cuba, suspensa em 1962, foi um de seus objetivos desde o começo de sua gestão à frente da OEA, e felicitou a organização e o continente pela participação do país este ano pela primeira vez em uma Cúpula das Américas, no Panamá. O desafio para Havana se reintegrar à organização, algo pelo que a ilha não mostrou interesse até agora, fica para Luis Almagro, que assumirá o cargo na próxima terça-feira no Conselho Permanente e chega à organização com um grande apoio do continente. EFE cg/ma

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.