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Investigação inédita aponta 100 mil magnatas que utilizam paraísos fiscais para guardar cerca de R$ 40 bilhões

Entre os nomes que aparecem nos documentos, estão os do francês Jean-Jacques Augier, que é amigo do presidente da França, François Hollande, e co-tesoureiro de sua campanha

Internacional|Ansa

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As ilhas Cayman são um dos principais paraísos ficais do mundo
As ilhas Cayman são um dos principais paraísos ficais do mundo

Ao menos 100 mil magnatas de 170 países, incluindo presidentes, empresários, políticos e autoridades, escondem uma fortuna total de ao menos R$ 40 bilhões (US$ 20 bilhões) em paraísos fiscais, segundo informações obtidas pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos).

As informações sobre essa investigação estão sendo divulgadas nesta quinta-feira (4) por 36 veículos de imprensa de todo o mundo, entres o jornal britânico The Guardian, que informou o nome dos magnatas, e o francês Le Monde.


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De acordo com o The Guardian, milhões de documentos internos do setor financeiro offshore expuseram, pela primeira vez, a identidade de milionários que escondem fortunas em paraísos fiscais. A base de dados contém informações de 120 mil empresas e tem tamanho de 260 gigabytes, ou seja, é 160 vezes maior que os arquivos divulgados em 2010 pelo WikiLeaks sobre o Departamento de Estado norte-americano.


Entre os nomes que aparecem nos documentos, estão os do francês Jean-Jacques Augier, que é amigo do presidente da França, François Hollande, e co-tesoureiro de sua campanha; do ex-ministro das Finanças e vice-presidente do Parlamento da Mongólia, Bayartsogt Sangajav; do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev; da esposa do vice-premier russo, Olga Shuvalova; e da principal colecionadora de arte de Espanha, a baronesa Cármen Thyssen-Bornemisza.

A lista também conta com o nome do escocês Scot Young, amigo do magnata russo Boris Berezovsky, que morreu recentemente; e de famílias do Canadá, Estados Unidos, Índia, Paquistão, Indonésia, Irã, China, Tailândia e ex-países comunistas.


O The Guardian destacou ainda que esse levantamento "tem o potencial de causar um abalo sísmico em todo o sistema offshore". 

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