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Irã ataca bases dos EUA no Bahrein e Kuwait em retaliação a ataques no estreito de Ormuz

Mísseis e drones foram lançados contra instalações militares utilizadas pelos Estados Unidos após ofensiva americana contra alvos iranianos

Internacional|Do R7

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Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) divulga imagem de ataques contra alvos iranianos Centcom/Reuters

O conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (8), após forças iranianas lançarem uma ofensiva com mísseis e drones contra instalações militares norte-americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait. A ação foi anunciada pela Guarda Revolucionária Islâmica como uma resposta direta à série de bombardeios realizada horas antes pelos Estados Unidos contra alvos militares no estreito de Ormuz.


Segundo o governo iraniano, os ataques tiveram como alvo estruturas ligadas à Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, sediada no Bahrein, além da Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait, uma das principais instalações utilizadas pelas forças americanas na região. Teerã também afirmou ter abatido um drone MQ-9 Reaper que, segundo os militares iranianos, atuava durante a operação.

No Bahrein e no Kuwait, sistemas de defesa aérea foram acionados após o disparo de mísseis e drones. Sirenes de alerta soaram nos dois países enquanto as autoridades militares trabalhavam para interceptar os projéteis. Até o momento, não havia confirmação oficial dos Estados Unidos sobre danos às bases ou registro de vítimas.


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A ofensiva iraniana ocorreu poucas horas depois de os Estados Unidos promoverem uma nova rodada de ataques contra posições militares iranianas. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês), a operação teve como objetivo destruir embarcações rápidas, sistemas de defesa aérea, lançadores de drones, mísseis antinavio e equipamentos de vigilância utilizados pelo Irã na região do estreito de Ormuz. Washington justificou a ação como resposta aos recentes ataques contra embarcações comerciais que navegavam pela rota marítima estratégica.

Em comunicado, o Centcom afirmou que a operação buscou impor “um custo significativo” ao Irã após ataques considerados uma violação do cessar-fogo estabelecido entre as partes. Já o governo iraniano classificou a ofensiva americana como um “ato flagrante de agressão” e prometeu responder “com todas as medidas necessárias” para proteger sua soberania e seus interesses nacionais.


A escalada ocorre em um momento de extrema fragilidade diplomática. O cessar-fogo firmado anteriormente previa uma janela de negociações para reduzir as tensões, mas as tratativas não avançaram. Paralelamente aos confrontos militares, os Estados Unidos também anunciaram novas sanções contra o setor petrolífero iraniano, revogando uma licença que permitia a comercialização internacional de petróleo do país.

O aumento das hostilidades reacende o temor de uma ampliação do conflito em todo o Golfo Pérsico, região responsável por parte significativa do abastecimento mundial de petróleo. A possibilidade de novos ataques e interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz elevou a preocupação dos mercados internacionais e aumentou a pressão sobre os esforços diplomáticos para evitar uma guerra de maiores proporções.

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