Grandiosidade do funeral de Ali Khamenei é recado de ‘vitória’ do Irã ao Ocidente, diz professor
Mojtaba Khamenei, filho de Ali, ainda não foi visto publicamente, e sistemas de segurança foram reforçados
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
As cerimônias de funeral do falecido líder supremo do Irã, Ali Khamenei, começaram nesta sexta-feira (3), seguidas de uma semana com cortejos fúnebres. Autoridades iranianas irão participar, além de outros milhões de apoiadores do regime e representantes externos, de países como China, Rússia, Iraque, Armênia e Paquistão.
Por mais que no regime islâmico os enterros devam ser realizados um dia após a morte, os riscos seriam grandes devido à tensão dos conflitos na época, por isso ele foi adiado até depois do acordo de trégua provisória do último mês.
Veja Também
Mojtaba Khamenei — filho de Ali Khamenei — não foi visto publicamente. Os esquemas de defesa foram reforçados depois que o ministro da Defesa de Israel afirmou que o atual líder supremo estava marcado para morrer. Militares iranianos já alertaram para retaliações a qualquer ameaça contra o país durante o período de luto.
Durante o Conexão Record News, o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan explicou que esta cerimônia tem dois sentidos. O primeiro deles é interno, no qual o povo iraniano reconhece Ali Khamenei como um mártir para a história do país; e o segundo diz respeito à grandiosidade do enterro e à presença de países considerados aliados.
“É um recado para o Ocidente de que o Irã pode ter ganho a guerra e não perdido. Custou a vida do líder supremo? Custou. Mas eles estão fazendo o enterro com essa grandiosidade. Isso é um sinal de quem ganhou a guerra e não de quem perdeu”, afirmou.
Trevisan ainda apontou que os Estados Unidos estão recuando no âmbito da guerra por causa da tensão no estreito de Ormuz e do preço do petróleo, que vieram em um momento de preparação política para as eleições norte-americanas de novembro.
“Eleição com inflação não é uma boa rima. Para o povo norte-americano, a gasolina subiu entre junho e a terceira semana de junho. Quando esse quadro está posto, é óbvio que, para Trump, ele não quer enfrentar as urnas com uma guerra. O Irã sabe disso e está cobrando seu preço”, ressaltou.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!











