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Irã e EUA concordam em suspender ataques e retomar negociações, diz autoridade

Retorno à diplomacia ocorre após vários dias de ataques e contra-ataques desde que um projétil iraniano atingiu um navio em Ormuz

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã e EUA concordam em suspender hostilidades no Golfo e retomar negociações sobre o estreito de Ormuz.
  • As negociações técnicas baseadas no memorando de entendimento de 14 pontos serão retomadas no Catar.
  • Recentes ataques entre Irã e EUA ocorreram após um projétil iraniano atingir um navio de carga no estreito de Ormuz.
  • Israel atacou militantes do Hezbollah no Líbano, com o Irã exigindo cessar combates para manter o acordo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo o Ministério do Interior, prédio no Bahrein foi atingido por drone iraniano Polícia do Bahrein/Reuters - 29.06.2026

Irã e Estados Unidos concordaram em suspender as recentes hostilidades no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do estreito de Ormuz, afirmou uma autoridade norte-americana no domingo, aumentando as esperanças de salvar um acordo de paz provisório que estava sob pressão devido a dias de ataques recíprocos.

“Está previsto que as negociações técnicas continuem em todas as áreas do memorando de entendimento. Ambos os lados vão se conter por enquanto e as embarcações poderão circular livremente”, disse a autoridade, referindo-se ao memorando de entendimento de 14 pontos acordado em 17 de junho, segundo o qual o estreito seria reaberto ao tráfego.


O site Axios, que foi o primeiro a noticiar a cessação das hostilidades, citando uma autoridade graduada dos EUA, informou que as negociações serão retomadas na terça-feira (30) no Catar.

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Troca de ataques

O retorno à diplomacia se seguiria a vários dias de ataques e contra-ataques desde que um projétil iraniano atingiu um navio de carga no estreito de Ormuz na quinta-feira (25), com os EUA e o Irã acusando um ao outro de violar um cessar-fogo provisório acordado em 17 de junho.


O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein na madrugada de domingo (28), logo após o presidente Donald Trump ter ameaçado que a República Islâmica deixaria de existir caso não honrasse o acordo para pôr fim à guerra.

Enquanto isso, Israel informou no domingo que havia atacado mais uma vez militantes armados do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano, destruindo infraestrutura subterrânea usada pelo grupo em uma vila no sul do Líbano.


Isso ocorreu após outro ataque no sábado (27), que se seguiu logo após o mais recente acordo de cessar-fogo com o Líbano, firmado na sexta-feira. O Irã afirma que os combates no Líbano têm que cessar para que o acordo mais amplo seja mantido.

As Forças Armadas dos EUA informaram anteriormente que haviam atacado o Irã novamente, horas depois que um petroleiro foi atingido no estreito de Ormuz, a rota de transporte de energia mais importante do mundo, que Teerã manteve praticamente fechada durante a maior parte do conflito.


“Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com sensatez e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com muito sucesso”, disse Trump nas redes sociais, antes da reportagem do Axios.

“Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã não existirá mais!”, acrescentou ele.

O acordo de paz provisório de 14 pontos tinha como objetivo interromper os combates, iniciados por EUA e Israel em 28 de fevereiro, e reabrir o estreito enquanto as negociações sobre questões como o programa nuclear do Irã prosseguiam.

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