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Irã está aberto a diálogo sobre acordo nuclear, diz presidente

Hassan Rohani garantiu que país está preparado para negociar desde que seja retiradas as sanções impostas pelo governo americano

Internacional|Do R7

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Presidente do Irã, Hassan Rohani,
Presidente do Irã, Hassan Rohani,

O presidente do Irã, Hassan Rohani, garantiu nesta quarta-feira (4) que o país está preparado para negociar com os Estados Unidos e os demais integrantes do acordo nuclear, desde que seja retiradas as sanções impostas pelo governo americano.

"No momento em que os Estados Unidos levante todas as sanções injustas, incorretas, cruéis e terroristas contra o Irã, os chefes do 5+1 poderiam se reunir novamente", garantiu o chefe de Estado, em um discurso exibido pela televisão local.

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Em 2016, seis países firmaram com o Irã o acordo nuclear, que limita o programa atômico do país persa, em troca do levantamento das sanções internacionais. São eles: EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha.

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O governo Trump decidiu, em maio de 2018, abandonar de modo unilateral o pacto e voltar a impor sanções ao Irã. Um ano depois, as autoridades iranianas decidiram reduzir gradualmente os compromissos nucleares.

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"Não fechamos as portas para as negociações", garantiu Rohani.

O presidente manteve a postura que apresenta sobre o assunto nos últimos meses, que é oposta ao do líder supremo do país, Ali Khamenei, que nega qualquer tipo de diálogo com os americanos.

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Rohani, no entanto, deixou claro que as sanções impostas são um "ato cruel da Casa Branca", e que a única opção do Irã é resistir.

O chefe de governo iraniano, ao falar sobre as conversas que levaram à assinatura do acordo, lembrou-se da conversa que teve por telefone na época com o então presidente dos EUA, Barack Obama, que classificou como "locomotiva altamente poderosa, para impulsionar o trem das negociações".

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Segundo Rohani, o diálogo direto com o antecessor de Trump permitiu que fosse alcançado um acordo preliminar, e que na época o Irã só aceitou negociar a questão nuclear, se os Estados Unidos também colocassem outros assuntos em pauta.

O presidente iraniano não citou, mas os dois pontos seriam o programa local de mísseis balísticos e a influência regional do país persa, mediante o apoio ao regime da Síria ou ao grupo libanês Hezbollah, problemas que Trump alegou para se retirar do acordo, em 2018.

Com a saída americana, o Irã tomou medidas como ultrapassar os limites permitidos no acordo para o armazenamento e o enriquecimento de urânio.

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