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Irã promete lançar mísseis se for ameaçado e desafia novas sanções

Guarda Revolucionária diz que estão trabalhando pela segurança do país

Internacional|Do R7

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As sanções contra as atividades do Irã foram implantadas em 1979 e fortalecidas em 1995
As sanções contra as atividades do Irã foram implantadas em 1979 e fortalecidas em 1995

DUBAI, 4 de fevereiro (Reuters) - Um comandante da Guarda Revolucionária disse que o Irã iria usar seus mísseis se sua segurança fosse ameaçada, enquanto a força de elite desafiou as novas sanções dos EUA sobre seu programa de mísseis organizando um exercício militar nesse sábado.

Tensões entre Teerã e Washington cresceram desde que um teste balístico fez com que o presidente Donald Trump criasse sanções em indivíduos ligados à Guarda Revolucionária.


O conselheiro de segurança nacional de Trump, Michael Flynn, disse que Washington estava colocando Irã sob vigilância devido a sua "atividade desestabilizante", e Trump disse que Teerã estava "brincando com fogo".

"Nós estamos trabalhando dia e noite para proteger a segurança do Irã," disse o cabeça da unidade aeroespacial da Guarda Revolucionária, General Brigadeiro Amir Ali Hajidazeh, para a agência de notícias iraniana Tasnim.


"Se nós percebermos o mínimo erro dos inimigos, nossos mísseis cairão sobre suas cabeças," ele complementou.

Apesar das palavras agressivas, o Secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, disse no sábado que ele não estava considerando aumentar o número de forças americanas no Oriente Médio para tratar do "mal comportamento" do Irã, mas avisou que o mundo não iria ignorar as atividades do país.


A Guarda Revolucionária do Irã está hospedando o exercício militar na província de Semnan no sábado para testar sistemas de mísseis e de radares e para "exibir a força da revolução iraniana e dispensar as sanções", de acordo com o site do grupo.

Agências de notícias iranianas reportaram que sistemas de mísseis feitos em casa, radares, centros de comando e sistemas de ciberguerra seriam testados também.


Irã tem um dos maiores programas de mísseis do Oriente Médio e teve um exercício parecido em dezembro para mostrar seus sistemas de defesa, incluindo, radares, unidades antitanques e mísseis de curto e médio alcances.

Teerã confirmou na quarta-feira que eles testaram um novo míssil, mas disseram que o teste não é uma brecha do acordo nuclear da República Islâmica com as potências mudiais ou com o Conselho de Segurança da ONU.

O Irã testou vários mísseis desde o acordo nuclear de 2015, mas o último teste foi o primeiro desde que Trump entrou na Casa Branca. Trump disse durante a eleição que ele iria interromper o programa nuclear de Teerã.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas teve uma reunião de emergência na terça-feira e recomendou que o teste balístico fosse estudado a um nível de comitê. O novo embaixador dos EUA na ONU, Nikki Haley, chamou o teste de "inaceitável".

A resolução do Conselho de Segurança foi adotada para apoiar o acordo sobre o qual o Irã diminuiu suas atividades nucleares para aliviar preocupações de que elas seriam usadas para desenvolver bombas atômicas, em troca de alívio nas sanções econômicas.

A resolução exigiu que o Irã deixasse de trabalhar em mísseis feitos para desenvolver armas nucleares. Críticios dizem que a linguagem da resolução não torna isso obrigatório.

Teerã disse que não teve nenhum trabalho feito especificamente para cargas nucleares.

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