Israel descarta que protestos palestinos sejam uma "terceira intifada"
Internacional|Do R7
Jerusalém, 25 fev (EFE).- O ministro israelense de Segurança Pública, Itzjak Aharonovich, afirmou nesta segunda-feira que Israel "não está perante a terceira intifada", após os violentos choques nos últimos dias por toda Cisjordânia. "Não estamos perante a Terceira Intifada, é preciso se comportar, sobretudo os palestinos que têm a maior parte das responsabilidades", disse Aharonovich aos meios de comunicação durante uma visita ao Muro das Lamentações, na Cidade Antiga de Jerusalém. Com relação às acusações da polícia de Israel, entre outros organismos de segurança pública, Aharonovich fez uma viagem pela Cidade Antiga para avaliar a situação de suas forças em uma jornada de máxima tensão pelo enterro de Arafat Yaradat, o preso palestino que morreu no sábado em uma prisão israelense. Sua morte originou vários protestos em controles e blitz israelenses no território ocupado da Cisjordânia e hoje, milhares de pessoas se concentraram no cidade de Sair para o funeral. Entre os slogans que eram cantados pelos participantes estava o de lançar uma "terceira intifada". Em declarações ao "Canal 2" da televisão israelense, o ex-chefe dos serviços secretos palestinos, Jibril Rajub, minimizou a importância da última escalada de tensão e assegurou que se trata unicamente de "protestos populares", e não de uma nova revolta armada contra a ocupação. Segundo o site do jornal "Yedioth Ahronoth", Aharonovich disse que a polícia israelense está preparada para a possibilidade de distúrbios na zona, em coincidência com o funeral e com a realização do carnaval de Purim. "Sabemos que (os palestinos) estão armados com pedras (na zona da Esplanada das mesquitas), mas estamos preparados", explicou o ministro sobre um possível foco de tensão no lugar mais sensível de toda a zona. Além do enterro de Yaradat, o carnaval de Purim, no qual crianças e adultos se fantasiam, está marcado pelo conflito palestino-israelense e é considerado como de máxima tensão pelos organismos de segurança de Israel. Nas últimas duas décadas foram registrados, em coincidência com esta festa, pelo menos dois atentados palestinos em cidades israelenses e o conhecido Massacre do Túmulo dos Patriarcas por um ultranacionalista judeu que matou em Hebron 30 palestinos enquanto rezavam. O exército e a polícia israelenses estão em estado de alerta máximo pelos distúrbios dos últimos dias, nos quais milhares de jovens palestinos enfrentaram as forças israelenses em vários pontos da Cisjordânia. EFE elb/ff











