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Cientistas descobrem cristal formado em teste nuclear capaz de ‘aprisionar moléculas’

Composto, que surgiu durante o teste Trinity, há 80 anos, é formado principalmente por silício, cálcio e cobre

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas descobrem um cristal raro criado durante o teste nuclear Trinity em 1945.
  • O cristal, chamado trinitita, possui uma estrutura que consegue "aprisionar moléculas".
  • A pesquisa destaca uma versão rara, a trinitita vermelha, rica em metais e um novo tipo de clatrato.
  • Estudos revelam que a detonação nuclear fornece condições extremas que permitem a formação de materiais cristalinos únicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

 Material possui uma estrutura capaz de guardar moléculas Divulgação/Proceedings of the National Academy of Sciences

Cientistas identificaram um cristal raro criado durante o teste nuclear Trinity, realizado pelos Estados Unidos em 1945. A descoberta chamou atenção porque o material possui uma estrutura capaz de “aprisionar moléculas” dentro de pequenas cavidades.

Para entender melhor o cristal, um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences analisou fragmentos de trinitita, um vidro formado após a explosão da primeira bomba nuclear da história no deserto do Novo México.


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Durante a detonação, uma pressão extrema e temperaturas acima de 1.500 °C derreteram areia, metais da torre de testes e equipamentos ao redor. Depois do resfriamento, surgiu a trinitita, material conhecido pela aparência semelhante a vidro.

Os pesquisadores focaram em uma versão mais rara chamada “trinitita vermelha”, rica em metais vindos da estrutura usada no teste nuclear. Dentro dela, encontraram um novo tipo de clatrato, um cristal que funciona como uma espécie de “gaiola”, capaz de prender átomos ou moléculas em sua estrutura.


Segundo o estudo, esta é a primeira vez que um clatrato é identificado entre resíduos sólidos produzidos por uma explosão nuclear. O composto é formado principalmente por silício, cálcio e cobre e se destaca porque surgiu em um ambiente extremo e por poucos segundos, algo considerado difícil de reproduzir em laboratório.

“Essas descobertas descartam uma interpretação estrutural simples baseada em clatratos para o quasicristal Trinity e enfatizam a natureza distinta das fases ricas em silício geradas sob condições extremas. De forma mais ampla, este trabalho destaca como eventos raros de alta energia — como detonações nucleares, raios e impactos de hipervelocidade — servem como laboratórios naturais para a produção de matéria cristalina inesperada e para testar e restringir criticamente modelos estruturais além do alcance da síntese convencional”, disseram os autores do estudo.

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