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Israel diz estar pronto para agir novamente contra Irã em meio a articulação EUA-China

Encontro entre as duas potências mundiais reafirmou a importância do estreito de Ormuz para o fluxo de energia global

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que o país está pronto para agir novamente contra o Irã.
  • As declarações ocorrem em meio a esforços diplomáticos dos EUA e China sobre o programa nuclear iraniano.
  • Katz enfatizou que a missão não terminou e que uma nova ação militar pode ser necessária devido à "ameaça existencial" do Irã.
  • O endurecimento do discurso israelense se alinha com a colaboração entre EUA e China para impedir que o Irã obtenha armas nucleares.

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Ministro da Defesa de Israel, Israel Katzel, anuncia a morte de Khatib durante a noite
O ministro Israel Katz destacou a necessidade de eliminar a ‘ameaça existencial’ representada pelo Irã Reuters - 18.03.2026

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira (14) que o país está preparado para voltar a agir militarmente contra o Irã, apesar dos “golpes extremamente severos” impostos a Teerã no último ano.

As declarações foram feitas em meio aos esforços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e China sobre o programa nuclear iraniano e a segurança no estreito de Ormuz.


“O Irã sofreu golpes extremamente severos no último ano — e, ainda assim, nossa missão não terminou. Precisamos completar os objetivos da campanha”, disse Katz, segundo a agência Baha.

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“Como eu disse no passado, estamos preparados para a possibilidade de que em breve sejamos obrigados a agir novamente para garantir a realização desses objetivos”, acrescentou.


Katz já havia afirmado anteriormente que Israel apoia os esforços diplomáticos de Washington, mas alertou que uma nova ação militar poderá ser necessária para eliminar o que chamou de “ameaça existencial” representada pelo Irã.

As falas ocorrem um dia após o chefe do Estado-Maior das IDF (Forças de Defesa de Israel), Eyal Zamir, declarar que o país está pronto para retomar os combates “se necessário”, da Cisjordânia até Teerã.


Segundo Zamir, Israel mantém “estado constante de prontidão” para operações ofensivas e defensivas em diferentes frentes, inclusive em Beirute.

O Líbano exigirá que Israel interrompa o combate em reunião presencial entre enviados dos dois países em Washington nesta quinta-feira, segundo uma autoridade libanesa à Reuters.


O encontro será o terceiro desde a retomada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah em 2 de março, apesar de uma trégua apoiada pelos EUA.

O endurecimento do discurso israelense coincide com a aproximação entre EUA e China sobre o tema iraniano.

Mais cedo, a Casa Branca informou que o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, concordaram que o Irã “jamais poderá ter uma arma nuclear”.

O comunicado também destacou consenso sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto para garantir o fluxo global de energia.

Após o encontro entre Trump e Xi em Pequim, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os dois países encontraram “um terreno em comum” em relação ao Irã e disse que Pequim reiterou oposição à militarização de Ormuz e ao desenvolvimento de armas nucleares por Teerã.

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