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Israel intensifica ataques ao Hamas em Gaza; aliados pedem entrada de ajuda humanitária para civis

As Forças de Defesa de Israel começaram a enviar soldados e tanques ao território palestino na segunda fase do conflito

Internacional|Do R7

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Israel começou a enviar tanques e soldados para dentro da Faixa de Gaza nos últimos dias
Israel começou a enviar tanques e soldados para dentro da Faixa de Gaza nos últimos dias

A guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza entrou em uma nova e mais intensa fase neste domingo (29), com embates intensos entre as FDI (Forças de Defesa de Israel) e integrantes do grupo terrorista na região. No sábado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia afirmado que a segunda fase do conflito estava começando e dado o alerta de que o confronto será “longo e difícil”.

Durante o dia de ontem, Israel anunciou que enviou tanques e soldados para dentro do território controlado pelos extremistas islâmicos. O Hamas confirmou a movimentação e disse ter travado “intensos combates” com as tropas israelenses. As FDI também disseram que seus caças atingiram centenas de outros alvos do Hamas neste domingo.

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De acordo com o site The Times of Israel, foram destruídos postos antitanque do Hamas na passagem de fronteira de Erez, ao norte da Faixa de Gaza, território que é governado desde 2007 pelos extremistas islâmicos.

Em Erez, integrantes do Hamas saíram de um túnel e entraram em confronto com os soldados das FDI. Quatro terroristas foram mortos e outros tiveram ferimentos. Vários outros atiradores palestinos foram mortos em outras batalhas nas proximidades, acrescentaram as FDI.

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Um oficial das FDI ficou gravemente ferido por um estilhaço de morteiro e um soldado foi moderadamente ferido durante uma batalha com atiradores do Hamas, ambos no norte da Faixa de Gaza, durante a noite, informou o militar. Os dois foram internados em um hospital israelense, afirmou o Exército.

Já os extremistas islâmicos dispararam foguetes de Gaza em direção a cidades e vilas israelenses ao longo do dia. Sirenes foram acionadas em comunidades da fronteira sul ao longo do dia e, ao meio-dia (horário local), na região central de Israel, incluindo Tel Aviv, capital do país.

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Não houve relatos imediatos de ferimentos ou danos, mas imagens postadas nas redes sociais mostraram que fragmentos de foguetes interceptados caíram por todo o território israelense durante o bombardeio.

Um fragmento caiu no pátio de uma escola no subúrbio de Tel Aviv. Os estudantes estavam dentro da escola e em abrigos antimíssil naquele momento.

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Ajuda humanitária

Com o início das incursões por terra de Israel, os Estados Unidos voltaram a pressionar Israel para que autorize imediatamente a entrada de mais ajuda humanitária na Faixa de Gaza e reiterou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve proteger os civis no território palestino.

Os apelos para a abertura de um corredor humanitário para levar ajuda aos civis palestinos também foram feitos por outros países e organizações internacionais. O ministério da Saúde de Gaza assegura que mais de 8.000 palestinos morreram até o momento.

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e o presidente francês, Emmanuel Macron, insistiram na necessidade de um "apoio humanitário urgente em Gaza", destacou o gabinete de Sunak.

Ambos concordaram em "trabalhar juntos para fazer chegar alimentos, combustível, água e medicamentos a quem mais necessita, e retirar os cidadãos estrangeiros" do enclave, acrescentou o líder britânico.

Conselho de Segurança

O secretário-geral da ONU também pediu a Israel que permita a entrada de ajuda humanitária na região. "A situação em Gaza se torna cada vez mais desesperadora, de hora em hora”, disse António Guterres.

A UNRWA (Agência da ONU para os Refugiados Palestinos) mostrou, neste domingo, que milhares de pessoas saquearam seus centros de distribuição, "um sinal preocupante de que a ordem pública está começando a desmoronar" na Faixa.

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Mais 24 caminhões carregados com alimentos, água e materiais médicos entraram na Faixa de Gaza neste domingo (29), através da passagem egípcia de Rafah, o maior comboio de ajuda humanitária a penetrar no território palestino desde que Israel permitiu o acesso controlado de veículos, na semana passada.

Nesta segunda-feira (30), o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, vai conduzir mais uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

De acordo com o governo brasileiro, será mais uma tentativa de definir medidas para garantir à população de Gaza assistência humanitária e proteção aos civis. O Brasil preside o colegiado até 31 de outubro.

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