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Itália lembra primeiro aniversário do naufrágio do Costa Concordia

Internacional|Do R7

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Roma, 12 jan (EFE).- A ilha de Giglio, na Itália, lembra neste domingo o primeiro aniversário do naufrágio do cruzeiro Costa Concordia, uma tragédia que teve um saldo de 30 mortos e 2 desaparecidos e após a qual, ainda hoje, os restos do navio continuam encalhados no mesmo lugar. Várias homenagens serão realizadas na ilha, em frente à qual ocorreu o naufrágio, entre elas uma missa pelas vítimas até as 21h45 locais (18h45 de Brasília), horário em que o cruzeiro encalhou em 13 de janeiro de 2012. Haverá ainda um minuto de silêncio, e depois serão soadas as sirenes dos navios do porto de Giglio e lançadas ao mar lanternas acesas. Os atos ocorrerão também em outros lugares do mundo, como Jacarta e Bali, pois a proprietária do navio, a Costa Cruzeiros, organizou cerimônias religiosas de vários tipos nos nos navios de sua frota. A lembrança da tragédia não está isenta de polêmica devido a uma carta da companhia na qual "convida" os mais de 4.000 passageiros sobreviventes que não tinham familiares entre as vítimas a não viajar à pequena ilha italiana para respeitar a intimidade das famílias que perderam membros e evitar problemas de espaço. E essa não é a única, pois o escritório de advogados americano John Arthur Eaves, que representa alguns dos passageiros, denunciou que a empresa Carnival, que controla a Costa Cruzeiros, sustenta que as lesões que alguns turistas sofreram foram de responsabilidade deles mesmos por seus "comportamentos negligentes", para evitar assim possíveis indenizações. Um ano depois do naufrágio do navio, a principal preocupação para os moradores de Giglio continua sendo a presença do Costa Concordia em frente à costa, o que em um primeiro momento serviu para chamar a atenção de turistas curiosos, mas que representa uma ameaça meio ambiental e estética. As autoridades italianas anunciaram na última terça-feira que os restos do cruzeiro serão retirados em setembro, mas em entrevista divulgada hoje pelo jornal "La Stampa", o diretor-geral da Costa Cruzeiros na Itália, Gianni Onorato, expressou seu convencimento de que a remoção do navio, de 112 mil toneladas, acontecerá antes de agosto. O ano de 2013 deverá marcar ainda o começo do julgamento pelo naufrágio, já que a justiça italiana acelerou suas investigações nos últimos meses para fechá-las antes do último dia 31 de dezembro. No final deste mês ou no máximo em fevereiro, espera-se que os promotores formalizem sua solicitação de julgamento para alguns ou os 12 investigados, entre eles o capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, em liberdade condicional desde 5 de julho. Depois dessa solicitação, será marcada a audiência preliminar, que servirá para definir quais entre os investigados, entre eles alguns diretores da Costa Cruzeiros, terá que ir a julgamento. Quem pode ser chamada como testemunha é a jovem moldávia Domnica Cemortan, que acompanhava Schettino na noite do naufrágio. O capitão, por sinal, pode ser julgado pelos crimes de homicídio múltiplo culposo e abandono do navio, além de danos ambientais. EFE mcs/id

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