Japão diz que continuará colaborando com a Jordânia para libertação de refém
Internacional|Do R7
Tóquio, 27 jan (EFE).- O governo do Japão informou nesta terça-feira que continuará colaborando com as autoridades da Jordânia para conseguir a libertação do refém japonês em poder do Estado Islâmico (EI), depois de o grupo jihadista dar um ultimato de 24 horas para que suas exigências sejam cumpridas. "Apesar desta situação extremamente dura, seguiremos a mesma política e continuarmos nossa cooperação com o governo da Jordânia para a rápida libertação de Kenji Goto", afirmou o ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga. O EI divulgou hoje uma nova mensagem de áudio na qual deu um prazo de 24 horas para que a extremista Sayida al Rishawi, detida na Jordânia, seja libertada, ou caso contrário matará o refém japonês Kenji Goto e o piloto jordaniano Moaz Kasasbeh. Após da publicação do áudio, uma reunião de emergência foi realizada com membros do gabinete do governo japonês para informar o primeiro-ministro, Shinzo Abe, sobre o ultimato, explicou o porta-voz. Na mensagem, Goto pede ao governo japonês para pressionar as autoridades da Jordânia para libertar Rishawi porque só lhe restam 24 horas de vida. Ele também afirma que Kasasbeh teria ainda menos tempo. Em outra gravação divulgada na internet no último final de semana, o grupo jihadista pediu a libertação da extremista condenada à morte na Jordânia por uma tentativa fracassada de atentado, em troca do jornalista japonês em seu poder. Desde a publicação do vídeo, as autoridades dos dois países estão trabalhando juntas para elaborar uma estratégia de atuação. Eles cogitam trocar o japonês por outros terroristas jihadistas. A imprensa afirmou que o EI teria proposto um outro acordo. Libertar o piloto e o jornalista em troca de Rishawi e de outro jihadista condenado em 2008 pelas autoridades jordanianas. Fontes ligadas ao Executivo japonês confirmaram à rede de televisão "NHK" que já houve contatos entre o governo jordaniano e o EI. Dois deputados do parlamento da Jordânia, Basam al Manaser e Ali Bani Ata, afirmaram que Amã "está considerando a proposta". A possibilidade de uma troca, que os dois governos analisam com cautela há dias, foi criticada publicamente pelos Estados Unidos, aliado do Japão e da Jordânia. Goto, de 47 anos, é um dos dois reféns japoneses sequestrados pelo EI, que no sábado anunciou a execução do outro prisioneiro, Haruna Yukawa. EFE yk-raa/lvl













