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Jornalistas de vário países pedem apoio ao Conselho de Segurança da ONU para combater violência contra a categoria

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas estima que 28 profissionais morreram este ano

Internacional|Do R7

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Reunião do Conselho de Segurança da ONU motivou protestos de jornalistas
Reunião do Conselho de Segurança da ONU motivou protestos de jornalistas

Jornalistas de vários países aproveitaram nesta quarta-feira (17) uma rara oportunidade para pedir ao Conselho de Segurança da ONU medidas para combater os assassinatos de profissionais da categoria no mundo.

O correspondente da AFP na Somália, Mustafa Haji Abdinur, declarou aos 15 embaixadores do Conselho que é um "homem morto caminhando" pelos perigos que enfrenta cobrindo o conflito em seu país, durante um debate sobre a comunicação.


"Quando um jornalista morre, a notícia morre com ele", disse Abdinur, que pediu ajuda para reconstruir o sistema judiciário na Somália e clamou por justiça aos quase 1.000 jornalistas assassinados no mundo desde 1992.

Veja as principais imagens desta quarta-feira (17) no Brasil e no mundo


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Há menos de uma semana, o repórter libanês Abdulahi Farah, da emissora Kalsan, foi o último profissional a ser morto na Somália.

O CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas), com sede em Nova York, estima que 28 profissionais morreram este ano.


"Como muitos outros em minha profissão, nas ruas de Mogadiscio me chamam de 'homem morto caminhando'. Hoje estou aqui simplesmente porque tenho sorte (...) porque aqueles que mataram meus colegas não me encontraram" disse Abdinur, que recebeu o prêmio internacional pela liberdade de imprensa da Corte Internacional de Justiça em 2009.

O secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson, declarou ao Conselho que os jornalistas são "o sangue vital" da democracia.

Eliasson ressaltou que mais de 40 jornalistas e blogueiros foram assassinados na Síria no ano passado e mais de 100 no Afeganistão desde 2006.

Também participaram do encontro Richard Engel, correspondente da rede americana NBC, Ghaith Abdul Ahad, correspondente do britânico The Guardian no Iraque e Kathleen Carroll da agência Associated Press.

Trata-se do primeiro debate sobre o jornalismo no Conselho.

O debate foi organizado pelos Estados Unidos, que preside o Conselho durante o mês de julho.

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