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Justiça da África do Sul permitirá a Oscar Pistorius viajar para fora do país

Internacional|Do R7

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Johanesburgo, 28 mar (EFE).- O Tribunal Superior de Justiça de Pretória decidiu nesta quinta-feira diminuir as condições da liberdade sob fiança do velocista sul-africano Oscar Pistorius, e lhe devolverá o passaporte para que possa viajar para fora do país, informou a agência local de notícias "Sapa". "Não encontrei nenhum motivo pelo qual (Pistorius) deva ser proibido de sair do país para competir no exterior", afirmou o juiz Bert Bam durante uma audiência na qual não esteve presente o atleta, acusado do assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, na madrugada do dia 14 de fevereiro. "É um atleta profissional. Precisa de seu passaporte para competir", acrescentou Bam sobre Pistorius, que desde o dia 22 de fevereiro está em liberdade por ter pagado fiança. Com isso, Pistorius poderá viajar ao exterior, mas deverá informar com uma semana de antecedência seu advogado e detalhar seu itinerário. Além disso, o velocista terá que devolver o passaporte a seu representante legal nas 24 horas posteriores a seu retorno à África do Sul. O juiz anulou também a obrigação de Pistorius informar duas vezes por semana à polícia sobre seu paradeiro, assim como de visitar sua própria residência, onde Reeva morreu. Bam considerou que a imposição dessas condições ultrapassa as competências do juiz Desmond Nair, o magistrado que outorgou a liberdade a Pistorius por meio de uma fiança de 1 milhão de rands (R$ 218 mil), devido às frágeis provas apresentadas pela Promotoria. Três dias antes, em 19 de fevereiro, o corpo de Steenkamp foi cremado na cidade de Port Elizabeth em cerimônia privada. A modelo, de 29 anos, foi morta a tiros na casa de Pistorius. O atleta, com quem estava, foi acusado de tê-la assassinado premeditadamente e será julgado, podendo ser condenado à prisão perpétua. Ele alega que fez os disparos mirando a porta do banheiro e pensando que quem estava no local era um invasor. Pistorius fez história em agosto do ano passado, em Londres, ao se tornar o primeiro atleta com as duas pernas amputadas a disputar os Jogos Olímpicos. EFE mg/id

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