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Kerry propõe governo de transição e reunião com líder rebelde no Sudão do Sul

Internacional|Do R7

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Juba, 2 mai (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, propôs nesta sexta-feira em Juba a formação de um governo de transição e uma reunião entre o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o líder dos rebeldes, o ex-vice-presidente Riek Machar, para dar fim ao conflito no Sudão do Sul. No final de uma visita inesperada ao Sudão do Sul, Kerry anunciou a proposta para resolver a crise sul-sudanesa durante uma reunião com Kiir, e ameaçou com sanções caso não seja aceita pelas partes. A solução proposta pelos EUA é a formação de um governo de transição e uma reunião entre Kiir e Machar, pelo "interesse e em serviço da paz e a estabilidade no Sudão do Sul", explicou Kerry à imprensa. O diplomata advertiu que, se nenhuma das partes apoiar a proposta, "serão impostas sanções por parte do governo americano, porque está se tratando o tema muito seriamente, já que milhares de pessoas morreram no conflito para permitir que o resto viva em um estado de guerra permanente". Kerry disse que já informou sobre a proposta americana em Adis-Abeba (Etiópia) aos ministros das Relações Exteriores da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, grupo interestatal da África Oriental mediador nas conversas de paz no Sudão do Sul. Por fim, explicou que o plano foi definido com o governo sul-sudanês após escutar as opiniões "da sociedade civil e os partidos políticos" no país. O secretário de Estado americano chegou hoje à capital do Sudão do Sul, Juba, em uma visita surpresa como parte de sua viagem pela África, que começou em 29 de abril e inclui as capitais da República Democrática do Congo, Kinshasha, e de Angola, Luanda. Em 23 de abril, os Estados Unidos definiram como "abominável" a violência no Sudão do Sul após o massacre de civis na cidade de Bentiu (no estado Unidade) e os ataques contra bases da missão da ONU no país africano. O conflito começou em meados de dezembro, quando na capital houve combates entre o exército e militares insurgentes, e Kiir acusou Machar de tentar lhe dar um golpe de Estado. Desde então se sucederam os enfrentamentos, que causaram milhares de mortos e deixaram o jovem país à beira da guerra civil, que se tornou independente do Sudão em julho de 2011. EFE asm-ir/tr

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