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Lagarde renuncia formalmente ao FMI e deixará cargo em setembro

Primeira mulher a dirigir o fundo monetário já tinha anunciado no último dia 2 de julho sua 'renúncia temporária'. Ela chegou ao cargo em 2011

Internacional|Da EFE

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Lagarde foi a primeira mulher a dirigir o FMI
Lagarde foi a primeira mulher a dirigir o FMI

A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, apresentou formalmente nesta terça-feira (16) sua renúncia à instituição financeira internacional, que será efetiva a partir de 12 de setembro.

"Me reuni com o Diretório Executivo e apresentei minha renúncia ao Fundo, com efeito a partir de 12 de setembro de 2019 (...). Com maior clareza agora sobre meu processo de indicação para presidir o Banco Central Europeu (BCE) e o tempo que tomará, tomei esta decisão no melhor interesse do Fundo, já que facilitará o processo de seleção do meu sucessor", destacou Lagarde em um breve comunicado.

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Como consequência, a instituição indicou que "iniciará rapidamente o processo de seleção do novo diretor-gerente e o comunicará de maneira oportuna".

Lagarde, a primeira mulher a dirigir o FMI nos seus 75 anos de história, tinha anunciado no último dia 2 de julho sua "renúncia temporária" após a confirmação da sua indicação para gerenciar o BCE.

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Por sua parte, o Diretório Executivo do Fundo afirmou "ter a maior confiança em David Lipton, que se manterá como diretor interino no período de transição".

Lagarde, de 63 anos, chegou à principal instituição financeira internacional em 2011 após a polêmica saída de Dominique Strauss-Kahn, outro ex-ministro francês que teve que renunciar ao se ver envolvido em um escândalo sexual.

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Seu segundo mandato, renovado em 2016, terminaria apenas em julho de 2021.

Com sua saída do FMI, se inicia agora um complexo processo de sucessão no seio do organismo.

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Fruto de uma norma não escrita após os acordos de Bretton Woods de 1944 que fundaram o FMI e sua instituição irmã, o Banco Mundial, as grandes potências repartiram a designação da direção de ambas entidades.

Dessa forma, os Estados Unidos escolhem o presidente do Banco Mundial, enquanto a Europa seleciona o diretor-gerente do Fundo.

Este sistema gera queixas por parte das economias emergentes e organizações não-governamentais, que criticam a falta de transparência e o fato de não refletir a evolução atual na economia global.

Em 2011, Lagarde concorreu com a candidatura do então presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens. Por outro lado, para sua reeleição em 2016, foi confirmada no cargo sem oposição alguma.

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